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1º Encontro de Avaliação do Projeto Juventude e Sindicalismo
 

Colônia de Férias do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Praia Grande, SP

Dias 08 e 09 de outubro de 2008

 

Realização: UGT – União Geral dos Trabalhadores 

Instituto de Promoção Social - IPROS

Apoio: Centro de Solidariedade – AFL-CIO

 Apresentação

 

Como sempre estamos muito felizes em apresentar mais um relatório conclusivo das ações que desenvolvemos no Projeto Juventude e Sindicalismo da UGT Brasil. A realização deste 1º Encontro de Avaliação, já foi assumido e desenvolvido dentro da concepção de Unificação das lutas sindicais com o intuito de ampliar as conquistas da Classe Trabalhadora Brasileira.

 

Realizamos este encontro na Colônia de Férias do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, aos quais agradecemos imensamente a acolhida calorosa, amiga e solidária. Realizamos nos dias 8 e 9 de outubro de 2008.

 

Podemos observar neste relatório que este encontro possibilitou avaliar os resultados do Projeto Juventude e Sindicalismo, tanto em nível sindical e social, como nos níveis pessoal e familiar. Com toda a certeza esses jovens são outras pessoas como também se tornaram agentes de transformação social e política.

 

Desejamos que as informações aqui descritas possibilitem a todas e todos observarem as conquistas da juventude sindicalista da UGT Brasil.

 

Queremos também chamar a atenção para uma informação importante. Refere-se  à aprovação de um primeiro documento contendo as linhas gerais sobre a política da Central para a Juventude, vale deixar aqui registrado que é uma contribuição muito importante dos jovens sindicalistas do Pará, especialmente da dedicação da companheira Tatiana – do Sindicato dos Comerciários e Alberto do Sindicato dos Vigilantes, ambos de Belém, região norte do país.

 

Qualquer dúvida e ou qualquer acréscimo estamos à disposição de todas e todos.

 

Um grande abraço e saudações fraternais.

 

Robson Silva Thomaz – Secretário Nacional Adjunto da Secretaria de Formação da UGT e Diretor Responsável pelo Projeto

Marina Silva –  Consultora e Coordenadora do Projeto

Cleoci Aparecida – Terapeuta, Consultora e Educadora Sindical em Gênero, Saúde, Trabalho e Juventude

 

Objetivos

 

1 – Promover a integração dos jovens do Projeto Juventude e Sindicalismo da UGT do  Sul, Sudeste e Norte do Brasil. Fortalecer os laços de solidariedade e amor, bem como, a troca de experiências, unificando e reafirmando os ideais da juventude para todos @s jovens brasileir@s e latino americanos.    

 

2 – Avaliar os resultados e impactos do Projeto Juventude e Sindicalismo da UGT, nos Sindicatos e Federações, e também nos níveis social, familiar e pessoal.

 

3 – Analisar os documentos sobre a política da Juventude, elaborando as linhas gerais de uma proposta de Política Nacional da Juventude para a UGT. Aprovar um plano de ação imediato.

 

Abertura

 

Marina Silva, Coordenadora do Projeto, deu as boas vindas aos participantes em nome do companheiro Robson Silva Thomaz – diretor, responsável pelo Projeto Juventude e Sindicalismo que se encontra na Venezuela, representando a UGT. Falou sobre a presença do Secretário Nacional da Juventude, Elimar Cavaletto no encerramento do Encontro.

 

Abrindo o Encontro Marina falou sobre os objetivos da Avaliação e Monitoramento de um projeto e da importância deste Encontro para avaliar a pertinência dos caminhos escolhidos, metodologia e lições aprendidas.

 

... Ao falar de aprendizado sobre o uso de uma metodologia buscamos refletir sobre como o aprendizado se constrói. Ou, quais são os processos pelos quais as mulheres e os  homens se apropriam e constroem o conhecimento? Que prática promoverá o desenvolvimento da autonomia do pensamento? Essa reflexão orientou também a busca das respostas para as questões referentes ao uso que se deu à metodologia no processo de construção e desenvolvimento do Projeto Juventude e Sindicalismo da UGT, região Sul e  norte do país.

 

Concordamos quando se afirma que a questão nuclear na educação hoje não diz mais respeito ao “o que” ensinar, ou ao “quanto” ensinar, levando-se em conta a grande explosão de novos conhecimentos gerados no mundo atual. Agora temos que enfrentar principalmente a questão do “como” ensinar. Esse “como” ensinar deve ter ênfase centrada na busca da qualidade do pensamento e não na quantidade de informações. Só a qualidade do pensamento vai garantir a qualidade do conhecimento, uma vez que este é gerado, transformado e aplicado pelo pensador.

 

Existe um bom número de expressões e palavras dentro do novo discurso pedagógico que estão no limiar de se transformar em chavões. Algumas delas são: “aprender a aprender”; “ aprendizado centrado no sujeito”; “aprendizado autônomo e cooperativo”; “aprender a ser crítico e criativo”; “construção ao invés de transmissão do conhecimento”; Inter? Multi? Trans? disciplinaridade”;”transversalidade”,  “sujeito holístico e não fragmentado”; "múltiplas inteligências"; “foco no processo ao invés do produto”.

 

Como, no nosso cotidiano com os/as jovens, vamos tornar concretas as fantasias que criamos como significado para cada uma dessas expressões?

 

Num sentido amplo, no Projeto Juventude e Sindicalismo da UGT, o aprendizado se deu - na metodologia proposta pelo projeto -  através do trabalho em grupo para a solução de alguma tarefa ou de algum problema, e levou também a um aprendizado individual através de um processo de colaboração no grupo. O aprendizado em grupo resultou em produtos grupais que não seriam facilmente obtidos se os/as jovens  estivessem trabalhando sozinhos. Utilizamos a música, relaxamento, exercícios de alongamento e dramatização. E houve também produtos individuais conseguidos pela leitura de textos, livros, filmes, campanha de sindicalização. O trabalho em grupo tem uma grande dimensão social e levou a aprendizados que não são considerados acadêmicos, tal como o aumento da competência em trabalhar com os outros, autoconfiança, auto-estima etc.

 

E por fim, é necessário avaliar o que se faz. Avaliar é um processo dinâmico de reflexão sobre o que fazemos. É um movimento constante e permanente entre AÇÃO, REFLEXÃO. Dentro do tema da reflexão, buscamos que ela se caracterizasse em  momentos: refletia-se sobre a realidade vivida, refletia-se sobre as alternativas propostas e, novamente, AÇÃO. Nesse sentido, o processo de avaliação e o processo de aprendizagem são entendidos como um só.

 

Monitoramento, avaliação e avaliação escrita


No caso do Projeto Juventude e Sindicalismo a avaliação, se deu a
ntes, durante e depois de realizado o projeto e/ou atividades propostas. A avaliação realizada antes serviu para determinar sua pertinência, viabilidade, demandas e eficácia potencial. Os aspectos que foram levados em conta: a coerência entre as soluções propostas e a realidade que se pretende modificar; compromissos e tarefas assumidos durante as atividades propostas, metas e entre o diagnóstico e as proposições.

 

A avaliação realizada durante a execução forneceu informações sobre o andamento do projeto para estabelecer o grau de pertinência, idoneidade, eficácia e eficiência, ponderação de resultados, com o objetivo de estabelecer até que ponto a proposta inicial foi cumprida. Determinou as razões dos êxitos e fracassos, permitindo, ainda, que se decidisse se os objetivos e procedimentos operativos deveriam ser reformulados ou mantidos.

 

A avaliação final realizada no último módulo do projeto, determinou seu impacto sobre a situação inicial, assim como sua execução e funcionamento, a partir do que se pode aprender para aplicação em outros projetos.

 

A avaliação proposta teve  2 (dois) momentos bastante significativos:

 

1.        Avaliação de cada etapa, baseando-se em parâmetros pré-definidos de cumprimento de metas e na contribuição para o fortalecimento da cidadania e compreensão das questões da juventude;

 

Durante o desenvolvimento do Projeto optamos por uma avaliação permanente, intitulada avaliação dos compromissos. A cada módulo as e os participantes apresentavam o resultado alcançado quanto aos compromissos assumidos no módulo-curso anterior. No início de cada atividade promovemos momentos onde as e os participantes compartilhavam as transformações individuais conquistadas após a assimilação do conteúdo desenvolvido no módulo que antecedeu. Portanto, foi possível a cada módulo constatar os avanços, as dificuldades e traçar compromissos levando em consideração a realidade de cada participante, de cada organização sindical.

 

 Para finalizar realizamos avaliação por escrito, onde as e os participantes receberam um questionário previamente elaborado pela coordenação, conforme relataremos neste documento.

 

2) Através de atividades práticas em grupo, individual e coletiva para aferir crescimento pessoal, apropriação da metodologia além da influência do Projeto para a formação de um grupo de jovens dirigentes sindicais protagonistas como formadores sindicais;