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ARTIGOS

Magno Lavigne
Presidente da União Geral dos Trabalhadores no Estado da Bahia (UGT-BA)


Obrigado médicos cubanos por esses anos de dedicação


16/11/2018

Já foi o tempo em que o peixe morria pela boca, nesses tempos de alta tecnologia e revolução 4.0, o peixe morre mesmo é pelo Facebook, twitter ou WhatsApp. Foi o que aconteceu com nosso Trump tupiniquim Jair Messias, que após fazer críticas ao programa Mais Médicos, fez com que o governo cubano anunciasse sua retirada do programa, uma decisão que afeta principalmente as pessoas pobres e de municípios mais afastados dos grandes centros urbanos.

 

Bolsonaro, como de costume, pronunciou seu autoritarismo desrespeitando tudo e todos que não acompanham as suas ideias e dessa vez atacou a forma com que Cuba conduz sua participação no Programa Mais Médicos, como uma forma de confrontar o regime governamental cubano, o que não nos diz respeito, já que eles são livres e soberanos para definir sobre quais regras eles querem viver.

 

Essa é mais uma grave situação que demonstra o despreparo de um presidente que nem assumiu, mas que já vem causando situações complicadas na política externa brasileira.

 

Primeiro foi a proposta de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o que gerou reação por parte do Egito. Depois vieram as críticas a relação comercial entre Brasil e China, o que fez o país asiático divulgar uma nota alertando que se em 2019 o Brasil optar por seguir os passos americanos e romper com Pequim, quem sofrerá será a economia brasileira.

 

Agora, com essa questão envolvendo Cuba, Bolsonaro ratifica que sua intenção é a de fazer um governo voltado para as grandes elites, pois os mais prejudicados em toda essa história foram os cidadãos mais pobres, principalmente de regiões longínquas da minha maravilhosa Bahia, as populações ribeirinhas e as indígenas, onde os médicos cubanos eram a única forma de atendimento a saúde que essas pessoas tinham.

 

Neste momento, só tenho que agradecer o empenho e dedicação que os médicos cubanos tiveram com nossa população brasileira, desenvolvendo suas atividades de forma mais humanizada.

 

Isto não é um adeus, mas sim um até breve, pois espero que Bolsonaro reveja seu posicionamento, afinal de contas a partir de primeira de janeiro, ele não será o presidente somente para 55,13% dos brasileiros que votaram nele, mas sim de toda a população que, mesmo não acompanhando suas ideias, cultiva a esperança de que dias melhores virão.

 




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