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UGT participou de ato unitário com Fecomércio para marcar o início da campanha salarial da categoria


23/09/2015

A União Geral dos Trabalhadores (UGT), central sindical que mais representa a categoria comerciária brasileira participou, juntamente com a Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários), na manhã desta quarta-feira (23), na sede da FecomercioSP, entidade patronal, de uma grande manifestação que marcou o início da campanha salarial 2015/2016 da categoria comerciária no estado.

 

O ato unitário teve concentração no vão livre do Museu de Artes de São Paulo (MASP) e seguiu em caminhada até a frente da entidade patronal reuniu 1000 comerciários, entre estes estavam representantes e militantes dos 68 sindicatos filiados a Fecomerciários, assim como entidades filiadas a UGT.  

 

Ricardo Patah, presidente nacional da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo ressaltou que o ato é uma ação unitária entre entidades que são “linha de frete” na luta, na conquista e na ampliação de direitos para a categoria que trabalha nos comércios.

 

Patah se lembrou da regulamentação da profissão de comerciário, de sua importância para a categoria e de como, apesar da crise que o Brasil vive, é fundamental avançar com a luta pelo reajuste salarial, até como forma de enfrentar este momento difícil por meio da melhor distribuição de renda. “Esta é a primeira vez que um ato unitário como este acontece, isto mostra que somos fortes, solidários a nossa causa e estamos atentos, pois o país esta passando por uma crise, mas quando foi a época das vacas gordas, a Fecomércio mantinha sua postura de dificultar as negociações, agora querem distratar os comerciários querendo dar um reajuste menor que a inflação e ainda parcelado.”

 

Para o presidente da Fecomerciários e da UGT/SP, Luiz Carlos Motta, o ato unificado mostrou a força da categoria que, desta forma, permanece focada no objetivo comum do setor e sem ceder a pressão patronal. “Não vamos ceder ao patronal, se não der certo aqui, vamos para as cidades do interior,” diz Motta.

 

José Gonzaga da Cruz, vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo ressaltou que os trabalhadores do comércio são responsáveis por boa parte do Produto Interno Bruto (PIB) do País, por isso não podem ficar nesse marasmo. “Não vamos afrouxar”.

 

Entrega da pauta

 

Assim que os manifestantes chegaram a frente da FecomercioSP, um grupo liderado pelos presidentes Ricardo Patah e Luiz Carlos Motta foi recebido por Ivo Dall Acqua Junior, vice-presidente da entidade patronal.

 

Motta enfatizou que é importante para a categoria que a negociação seja rápida e que não será aceita nenhuma tentativa de parcelamento da inflação do ano passado, de retirada de clausula de negociação ou qualquer artifício que possa ferir a Lei que regulamentou a profissão.

 

Patah esclareceu que como existem sindicatos patronais específicos para a capital paulista, que só pode ser negociado pelo sindicato de São Paulo, o Sindicato dos Comerciários SP irá esperar as deliberações da Federação e ver como será fechada a negociação Estadual, pois é uma luta da UGT e das entidades protagonistas na luta do setor, a unificação das datas base e do piso salarial da categoria.

 

Entre as reivindicações que constam na pauta estão:

 

Reposição das perdas da inflação pelo INPC/IBGE.

 

Aumento real dos salários.

 

Valorização dos pisos em 20%.

 

Vale-refeição.

 

Fornecimento de cesta básica para todos;

 

Pagamento de PLR.

 

Preservação da saúde e da segurança do trabalhador.

 

Redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial.

 

Estabilidade após o retorno do auxílio-doença.

 

Auxílio-creche (para atender mães comerciárias que não têm com quem deixar seus filhos).

 

 


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