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Comissão Especial da Câmara dos Deputados promove audiência pública para discutir contribuição sindical


30/11/2015

A audiência pública para debater o financiamento sindical, que aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo, contou com a presença da central sindical  União Geral dos Trabalhadores – UGT, representada pelo vice-presidente Roberto Santiago e pelo presidente da UGT-SP São Paulo, Luiz Carlos Motta. 

Realizada na manhã desta segunda-feira (30),  pela primeira vez fora de Brasília, a audiência foi convocada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados e tem o objetivo de elaborar um projeto de lei que regulamente, em definitivo, as questões ligadas às contribuições sindicais.

 

Roberto Santiago fez um resgate histórico da luta do movimento sindical ao longo dos anos. Relembrou como a classe trabalhadora se organizou a partir da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e como em 1988 o movimento conquistou a liberdade e a autonomia sindical, o que ajudou a organizar o sindicalismo de maneira mais ideológica, mas abriu espaço para a entrada de aproveitadores.

 

Santiago, que foi muito aplaudido em seu discurso, enfatizou que a organização da classe trabalhadora é um movimento assistencialista que disponibiliza, para o trabalhador, serviços advocatícios, médicos, odontológicos, assim como as colônias de férias, clubes de campo e muito mais. “O Ministério Público do Trabalho e o Estado Brasileiro não vão preencher a lacuna que o movimento sindical ocupa, por isso que eles precisariam ter mais compreensão e ver de perto o que as entidades fazem pelos trabalhadores”.

 

Segundo Roberto Santiago, a UGT tem clara convicção de que neste momento não se deve mexer na contribuição sindical, pois é inadmissível que, de uma hora para outra, se quebre um sistema que já está constituído e enfraqueça toda a estrutura sindical.

 

“Este não é um momento fácil, por isso precisamos ter muita clareza do que queremos para fazer proposta no parlamento e na sociedade, visando esclarecer que também não concordamos com esculhambações. O Ministério Público nos fala onde estão os bandidos e nós vamos ajudar a tira-los do mundo sindical. Mas o que não pode continuar acontecendo é pegar um sindicato, que está trabalhando firmemente, que tem prédios inteiros de clínicas para atender aos trabalhadores e provocar um desmonte disso. Isso é prejuízo para a classe trabalhadora,” conclui Roberto Santiago.

 

 


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