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16/02/2017

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), planeja conceder parques e mercados à iniciativa privada em lotes. Nesse formato, a empresa vencedora assume um parque líder, como o Ibirapuera, na zona sul, e outros periféricos. Ele também disse nesta quarta-feira, 15, que vai conceder os dois planetários da capital. 

 

Além do Ibirapuera, são unidades principais os parques da Aclimação, na região central, Alfredo Volpi e do Povo, na zona sul, e do Carmo, na zona leste. Para cada um deles, serão separados lotes com mais cinco parques da periferia. Desse modo, quem vencer terá de assumir os seis do pacote. 

 

“Os parques mais importantes da cidade têm de carregar no pacote os menos importantes. Ninguém vai querer ficar com lugares mais afastados, menos expressivos”, disse o prefeito nesta quarta, em Doha, no Catar. Em sua primeira viagem internacional, o tucano tenta atrair investidores árabes para seu projeto de desestatização.

 

 

O mesmo formato dos parques valerá para os 16 mercados municipais. Os líderes, segundo ele, serão o Mercadão, no centro; o da Lapa e o de Pinheiros, ambos na zona oeste. No caso dos mercados, os permissionários atuais serão convidados e incentivados a se tornar microempreendedores para que possam participar dos processos de licitação.

 

O pacote de desestatização tem 55 itens. Entre eles está a venda do Anhembi e do Autódromo de Interlagos. O Estádio do Pacaembu será concedido. 

 

A expectativa da gestão é colocar todos os programas de privatização e concessão em prática ainda neste ano, com reflexos para a cidade em 2018 e 2019.

 

Planetários. Após mais uma rodada de reuniões com investidores, o prefeito afirmou que também vai conceder os dos planetários da capital – o do Ibirapuera e o do Parque do Carmo.

 

O Planetário do Ibirapuera reabriu em janeiro de 2016, depois de quase três anos de reformas. Já a unidade do Parque do Carmo, que ficou sem visitação desde 2007, voltou a funcionar em maio. 

 

O modelo do negócio ainda não está fechado. Segundo ele, porém, a opção pela concessão, e não a privatização, é mais acertada, já que os parques também serão concedidos.

 

Está nos planos também vender “dezenas” de prédios e terrenos espalhados pela cidade. De acordo com ele, a Prefeitura está fazendo um levantamento do que poderá ser negociado com a iniciativa privada. 

Um dos focos é fazer uma parceria público-privada (PPP) para reforma de edifícios do centro, que serão usados como habitação popular ou como sede para secretarias municipais.

 

Doria já procura um parceiro, por exemplo, para reformar o Cine Marrocos e usá-lo como sede da Secretaria de Cultura. Os recursos a serem obtidos com ativos imobiliários serão empregados, disse Doria, em saúde, educação e habitação.

 

Fonte: Estadão

 


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