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Especialistas debatem desenvolvimento infantil na primeira infância em seminário


19/03/2019

A primeira infância, período que compreende os seis anos iniciais de vida, é fundamental para o desenvolvimento cerebral, saúde física e mental e bem-estar social da criança. O "Seminário Internacional da Primeira Infância", realizado em Brasília nos dias 12 e 13 de março, debateu políticas públicas voltadas para a faixa etária.

 

Participaram do evento especialistas em desenvolvimento infantil, que compartilharam experiências do Brasil e outros países. Entre os convidados, estavam a pesquisadora da Universidade de Chicago, Dana Landau Suskind, a assessora do centro de desenvolvimento infantil da Universidade de Harvard, Mary E. Young, e a diretora da Fundação Bernard van Leer, Cecilia Vaca Jones.

 

"É um momento importante porque vamos reunir representantes e pessoas de vários países do mundo, que trabalham na área de primeira infância, e apresentar o resultado dos seus trabalhos. É um grande reconhecimento também ao nosso programa Criança Feliz, que temos o objetivo de ampliar ainda mais", destacou o ministro da Cidadania, Osmar Terra, na abertura do evento. Também participou da cerimônia a primeira-dama, Michele Bolsonaro.

 

O programa Criança Feliz, iniciativa do Governo Federal apoiada pelo PNUD, está presente em 2.622 municípios brasileiros, distribuídos em 24 estados com adesão ativa. No fim do primeiro dia do seminário, o ministro Osmar Terra e governadores assinaram um documento de reafirmação de compromisso com o programa.

 

A principal base do Criança Feliz são visitas domiciliares, realizadas a gestantes, crianças de até 6 anos em situação de vulnerabilidade social e suas famílias. Os visitadores aplicam métodos pedagógicos que favorecem o desenvolvimento cognitivo das crianças e fortalecem o vínculo familiar.

 

Além das visitas, outro eixo do programa é a atuação intersetorial, a partir dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), favorecendo o acesso das crianças e famílias aos serviços públicos de saúde, educação, assistência social, cultura e direitos humanos. As demandas são identificadas pelas visitadoras e, posteriormente, encaminhadas para a rede de apoio.

 

Resultados e desafios encontrados a partir do modelo receberam atenção especial entre as atividades e debates. Estados e municípios em que a visitação e a atuação intersetorial já estão com implementação avançada, como Piauí e Campina Grande (PB), apresentaram suas experiências.

 

O painel "Equidade nas Políticas Públicas Sociais", realizado no segundo dia de atividades, mediado pela representante residente assistente do PNUD, Maristela Baioni, debateu as especificidades e a inclusão das crianças com deficiência. "Crianças deficientes sofrem uma série de preconceitos, abusos e exclusão. São crianças que estão fora da visão das políticas públicas e, por isso, estão no maior espectro da vulnerabilidade. A ONU tem um lema: Não podemos deixar ninguém para trás. Imagina uma criança com deficiência!", defendeu Baioni.

 

Também participaram da discussão a coordenadora geral de saúde da pessoa com deficiência do Ministério da Saúde, Odilia Brigido de Sousa; o vice-presidente da Comissão Nacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência do Conselho Federal da OAB, Joelson Costa Dias; e a chefe dos Programas de Saúde, HIV/Aids e Desenvolvimento Infantil do Unicef no Brasil, Cristina Albuquerque.

 

Fonte: PNUD Brasil




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