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Brasil recua em ranking de produção global


19/03/2019

A indústria de transformação brasileira tem desempenho negativo em um cenário de avanço das outras nações, o que pode agravar a falta de competitividade do País frente aos concorrentes

 

Enquanto a indústria de transformação global apresenta crescimento, ainda que baixo, o setor produtivo brasileiro voltou ao terreno negativo. O quadro pode agravar a falta de competitividade do País em relação às principais economias do mundo.

 

A partir dos dados coletados por diversas organizações estatísticas, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) elaborou um ranking internacional de crescimento da indústria geral com 45 países. Em 2018, o Brasil registrou 1,1% de crescimento acumulado, ficando com a 34ª posição, ante a 29ª colocação no ano anterior.

 

Entre os países com melhor desempenho que o Brasil se destacam a China, que cresceu 6,2% em 2018, Índia (5,1%), EUA (4%), Coréia do Sul (1,4%) e Alemanha (1,2%). “Em termos de produção física, estamos quase 17% abaixo do nível de maio de 2011, recorde da série histórica. Nas categorias bens de capital e bens de consumo duráveis, o desempenho é ainda pior”, assinala o economista do Iedi, Rafael Cagnin. Ele destaca que há um descompasso entre a indústria do Brasil e a de outros países. “Enquanto a economia global crescia, nós estávamos imersos em uma crise profunda. Agora, partimos de uma base de crescimento mais baixa”, esclarece.

 

Ele aponta como uma das principais causas para o desaquecimento da produção mundial o momento de protecionismo e a tensão comercial, especialmente entre China e Estados. “Esta é a ponta do iceberg de uma corrida tecnológica para saber quem vai assumir a liderança nesse novo arranjo produtivo que se convencionou chamar de indústria 4.0”, pondera. Cagnin alerta que esse cenário torna urgente para o Brasil superar a crise e melhorar a competitividade da indústria. “É precisa criar um ambiente mais propício para enfrentar os desafios que essa realidade irá trazer. O país que acompanhar essa evolução terá ganhos expressivos. Caso contrário, significa ficar à margem da economia mundial.”

 

O economista entende que o aumento significativo da automatização e digitalização deve trazer uma reorganização das cadeias produtivas. “As linhas transferidas para países emergentes devem retornar aos locais de origem, dado os ganhos obtidos e o nível de qualificação necessário à mão-de-obra.”

 

Adicionalmente, Cagnin aponta que o Brasil precisa avançar em infraestrutura e tributação. “Nossos concorrentes estão evoluindo rapidamente, enquanto o País é um dos piores colocados em termos de inovação entre as principais economias do mundo.”Ele afirma ainda que, embora a indústria brasileira não tenha sido a única a perder dinamismo em 2018, a performance global se manteve no campo positivo. Segundo o último relatório da United Nations Industrial Development Organization (Unido), a manufatura mundial cresceu 2,4% no quarto trimestre do ano, enquanto o Brasil recuou 2,8% no período em relação ao mesmo intervalo de 2017.

 

“Voltamos a registrar taxas negativas no fim do ano e iniciamos 2019 com nova queda. Isso sinaliza uma desaceleração mais forte da indústria em relação à média global.”

 

Fonte: Jornal DCI




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