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Indicador de emprego cai 5,8 pontos


10/04/2019

Em fevereiro, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV) recuou em 5,8 pontos, para 93,5 pontos, o menor nível desde outubro de 2018. Em médias móveis trimestrais o indicador recuou em 1,1 ponto, para 98,0 pontos, após avançar por quatro meses consecutivos. "O resultado negativo do IAEmp em março reforça a leitura feita no mês anterior de que os empresários estavam se tornando mais cautelosos após um período de aumento do otimismo. O ajuste expressivo das expectativas, devolvendo cerca de três quartos da melhora observada ao final de 2018, sugere que o ritmo esperado de contratações continuará lento e gradual", afirma Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE, em comunicado oficial do instituto divulgado ontem.

 

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 2,0 pontos em março, para 94,1 pontos, retornando ao nível de janeiro de 2019. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Em médias móveis trimestrais o indicador manteve a tendência de queda pelo terceiro mês consecutivo, ao cair 1,6 ponto, para 93,6 pontos. "O aumento do Índice Coincidente do Desemprego (ICD), mantendo-se em patamar elevado, retrata a situação ainda difícil do mercado de trabalho", afirma Tobler.Segundo o comunicado do Instituto Brasileiro de Economia, todos os componentes do Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) registraram variação negativa entre fevereiro e março.

 

Os indicadores que mais contribuíram para a queda do IAEmp foram os indicadores de emprego local futuro e de tendência de negócios, com variações negativas de 13,4 e 8,5 pontos na margem, respectivamente.

 

No mesmo período, a classe de renda familiar mais baixa foi a que mais contribuiu para o avanço do Indicador Coincidente do Desemprego. O Indicador de Emprego (invertido) avançou 6,2 pontos para os consumidores de renda mais baixa, que possuem (renda familiar até R$ 2,1 mil. Horizonte de curto prazo Vale lembrar que esse indicador antecedente do Ibre FGV observam a Previsão do Nível de Emprego para três meses, a Situação Atual dos Negócios e o quesito Tendência dos Negócios para seis meses, que é incorporado no IAEmp.

 

Fonte: Jornal DCI




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