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Com queda na demanda chinesa por metais, Brasil deve crescer menos que o mundo em 2021


08/10/2020

PIB brasileiro deve ficar abaixo da média latino-americana; país deve seguir menos atrativo ao capital estrangeiro

 

O crescimento da economia brasileira em 2021 ficará abaixo da média global e da América Latina e, ao contrário da saída da crise financeira mundial de uma década atrás, desta vez o Brasil não contará com o impulso do aumento de preços de commodities minerais.

 

Muitos países, sobretudo os emergentes e europeus, também não se recuperarão tão rapidamente das perdas provocadas em 2020 pela pandemia da Covid-19, segundo novas projeções do Institute of International Finance (IIF), que reúne 450 bancos e fundos de investimento em 70 países.

 

Além de a pandemia ter afetado todo o planeta e levado à paralisação dos setores industriais e de serviços —algo inédito e mais profundo do que o congelamento do setor financeiro há uma década, durante a Grande Recessão—, desta vez a China não está bancando programas de recuperação baseados em grandes investimentos em infraestrutura.

 

O país asiático vem concentrando recursos para ampliar créditos ao consumo, o que demandará mais alimentos e menos produtos minerais.

 

Na crise de dez anos atrás, depois de o PIB brasileiro recuar 0,2% em 2009, o Brasil cresceu 7,5% em 2010, com forte demanda por commodities metálicas e agrícolas por parte da China, o que levou ao aumento de seus preços e a mais receita para os exportadores.

 

Desta vez, no entanto, as commodities metálicas devem ter uma recuperação modesta: alta de preços em torno de 4,5% em 2021, após queda de 2% neste ano.

 

Para o Brasil, o IIF projeta queda do PIB de 5,9% neste ano e alta de 3,6% em 2021 —abaixo do crescimento de 5,3% estimado para o mundo no ano que vem e dos 3,8% na média da América Latina.

 

 

A opção por não acelerar investimentos em infraestrutura da China deve afetar o Brasil por dois canais:

 

1) Pode haver menos apetite de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira, na qual as commodities têm peso relevante, sobretudo por causa da Vale;

 

2) Os preços internacionais de alimentos devem seguir pressionados, especialmente em função da recuperação da demanda global e do dólar caro, que remunera melhor quem exporta —com reflexos na inflação interna.

 

Somando diferentes tipos de entradas e saídas, o Brasil terá um fluxo positivo de dinheiro estrangeiro em 2020 de apenas US$ 11 bilhões, bem abaixo dos US$ 59 bilhões de 2019, segundo o IIF.

 

Neste ano, a fuga dos ativos de risco do Brasil deve atingir US$ 24 bilhões (R$ 134 bilhões), mais que o dobro do registrado no ano passado.

 

Embora o Brasil deva crescer menos que a média dos países latino-americanos em 2021, seu tombo neste ano foi significativamente menor que o de seu principal parceiro comercial na região, a Argentina, com queda do PIB de 12,8%.

 

Na região, o país mais afetado pela pandemia será a Venezuela, que registra PIBs negativos desde 2014. Em 2020 o país terá encolhido 28%; e deve continuar no vermelho em 2021.

 

Pelas projeções do IIF, a situação da Venezuela neste ano só é pior do que a do Líbano, onde Beirute foi afetada por uma megaexplosão de um porto no início de agosto.

 

Mesmo antes da tragédia, o país já sofria de hiperinflação, com os preços triplicando desde março e a moeda local, a libra libanesa, se desvalorizando quase 80%.​

 

Fonte: Folha de SP




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