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UGT Press 617: EXÉRCITOS CIBERNÉTICO


29/05/2018

ESPECULAÇÕES: no mês passado, UGTpress dedicou alguns números sobre redes sociais, internet e mundos virtuais. É grande a especulação sobre o assunto. O que mais assusta é a possibilidade de influência através de algoritmos que “conhecem” os perfis dos usuários dessas redes todas. Os casos da Cambridge Analytica e da ONG brasileira MBL (Movimento Brasil Livre) parecem provados, ambos com o conhecimento da empresa de Mark Zuckerberg (Facebook). Resta ainda esclarecimentos mais detalhados sobre a “influência russa” nas eleições americanas.

 

INFLUÊNCIA RUSSA: desde o processo eleitoral até o momento muito tem se falado sobre a propalada “influência russa” nas eleições americanas. Objeto de investigação pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o relatório da força-tarefa comandada pelo procurador Robert Mueller, ex-diretor do FBI “oferece um retrato fiel do estado da arte de manipulação da opinião pública por meio das redes sociais”, segundo matéria do Estadão (18/02/2018), assinada por Lourival Sant’Anna.

 

CONSPIRAÇÃO: “A conspiração envolveu a contratação de 80 pessoas e teve orçamento mensal de 1,2 milhão de dólares. No centro da operação esteve a Agência de Pesquisas da Internet, empresa de São Petersburgo especializada em “trolls”, como são chamados os boatos espalhados via rede” (idem, idem). O procurador Mueller chega a acusar o empresário russo Ievgenity Prigozhin e sua empresa, Concord Management and Consulting, de encomendar e financiar as operações.

 

ESQUEMA: o esquema de funcionamento das operações foi montado por operadores russos, que se fizeram parecer cidadãos e sites americanos. Consta que compraram identidades falsas roubadas e cartões de crédito, abrindo contas bancárias nos Estados Unidos. “A operação incluiu manifestações contra e a favor de Trump, na sequência da distribuição de boatos na internet. Aí também os russos se fizeram passar por ativistas americanos. Portanto, trata-se de um plano de articulação entre redes sociais e o mundo físico” (idem, idem).

 

CUSTO BAIXO: para o tamanho e significado da empreitada, o custo foi considerado baixo. O Comitê de Investigação do Senado revelou que a operação envolveu 3 mil anúncios no Facebook (US$ 100 mil) e 1800 tuites (US$ 274 mil). “Essas contas estavam vinculadas a 179 perfis no Twitter e 450 no Facebook” (idem, idem). Segundo Lourival Sant’Anna “os custos parecem ínfimos, considerando os interesses em jogo”. Especialistas em internet e marketing digital afirmam que, com cerca de 100 mil dólares, é possível publicar anúncios vistos por milhões de pessoas. Então, a manipulação é mais fácil do que imaginamos.

 

BRASIL: num país como o Brasil, com altos índices de corrupção nos três poderes, é fácil adivinhar que isso pode ter sido feito às pampas entre nós. Podemos estar sendo vítimas dessas manipulações sem sabermos. Consta que a primeira grande fábrica de boatos utilizada numa eleição importante ocorreu na disputa entre José Serra e Marta Suplicy para a eleição a prefeito de São Paulo. Marta levou a pior. A cidade inteira chegou a acreditar que ela tinha levado uma surra do marido. A conferir.

 

EXÉRCITOS CIBERNÉTICOS: “Países como Rússia, China e Coréia do Norte têm avançado no uso de ferramentas que incluem, além da propaganda, ataques para derrubar sites, redes e sistemas de comunicação, comando e controle, inocular vírus, roubar informações, praticar extorsão contra empresas e usuários. São parte da rotina das guerras psicológica e cibernética, no contesto dos conflitos assimétricos” (idem, idem). É a forma que encontraram para enfrentar ou buscar segredos militares. Na área privada, a utilização se faz em benefício do marketing político em eleições e, também, na descoberta de estratégias empresariais concorrentes. No meio disso tudo, nós, os usuários inocentes.




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