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Paranaguá pode ficar sem coleta de lixo e limpeza de ruas


06/07/2017

Os trabalhadores em asseio e conservação de Paranaguá, litoral paranaense, podem cruzar os braços a partir de segunda-feira (10/6). O motivo  da greve é a falta de pagamento aos trabalhadores por parte da empresa Paviservice, terceirizada pela prefeitura municipal para os serviços de coleta de lixo e limpeza de ruas. O atraso nos pagamentos já vem se acumulando há meses, dizem os trabalhadores.

 

“A situação está bem complicada. A própria empresa fez um comunicado dizendo que esse mês não vai repassar os salários se a prefeitura não colaborar. E não é a primeira vez que isso acontece. Diante desse cenário, nós fizemos uma assembleia e decidimos que, se o pagamento não sair, a partir de segunda-feira, dia 10, vamos cruzar os braços por tempo indeterminado”, disse João Jerônimo, vice-presidente do Siemaco,sindicato filiado à UGT e que representa os trabalhadores em asseio e conservação de Paranaguá, em entrevista à  rádio Banda B.

 

Segundo ele, a paralisação é a única medida que pode surtir efeito a favor dos funcionários. “Nós pedimos desculpa para a população, mas a greve é o único jeito de fazer pressão. Entendemos que Paranaguá tem surto de dengue e ratos, mas chegou em um ponto que não dá mais para aguentar. Na nossa profissão, se trabalha muito e ganha pouco”, completou.

 

“Essa situação virou  um verdadeiro jogo de empurra-empurra, entre a prefeitura e a empresa”, diz o vereador parnanguara, Jaime da Saúde (PSD). Segundo o vereador, a empresa não paga os trabalhadores, alegando que a prefeitura não fez o repasse dos devidos valores. Por sua vez, a prefeitura não dá sua versão dos fatos, ficando o dito pelo não dito. E quem sai perdendo são os trabalhadores,  denuncia Jaime.

 

Na manhã dessa quarta-feira (5/7), dirigentes do Siemaco,  estiveram na empresa, coordenando uma assembleia geral dos trabalhadores que decidiu pela paralisação geral, caso os salários não sejam pagos. Os dirigentes do sindicato tentaram manter  contato com os empresários e os gestores públicos da cidade. A intenção é resolver o impasse quanto ao pagamento dos salários atrasados o mais rápido possível.

 

“São esses maus empresários, que se multiplicam aos milhares Brasil afora,  que querem aprovar essa  malfadada reforma trabalhista (projeto de autoria do governo Temer e que tramita no Congresso), para poderem explorar ainda mais a classe trabalhadora”, lembrou o presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, que também é parnanguara, indignado com a situação dos trabalhadores em Paranaguá.

 

“É um absurdo nossa cidade viver uma situação dessas. Pagamos impostos, tais como IPTU, IPVA e tantos outros,  rigorosamente em dia. O Estado fica com nosso dinheiro, gastando em sei-lá-o-quê, e na hora de termos serviços de saúde, educação, transporte, segurança e até mesmo limpeza pública, vivemos esse caos, fruto do mal uso do dinheiro público”,  desabafa a professora parnanguara, Letícia Leite da Silva.

 

Fonte: UGT Paraná

 

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Assembleia da categoria decidiu pela greve, a partir de 
sexta-feira (7/6), caso não sejam feitos o pagamentos dos salários

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População de Paranaguá está indignada com o mau uso do dinheiro público


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