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Eletropaulo tem lucro 9 vezes maior no 2º trimestre e resultado soma R$ 31 mi


08/08/2017

A AES Eletropaulo, responsável pela distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo, registrou lucro líquido de R$ 31,4 milhões no segundo trimestre deste ano, número nove vezes maior que os R$ 3,5 milhões reportados no mesmo período do ano passado. Com isso, no acumulado em seis meses a distribuidora anota um lucro de R$ 44 milhões, montante 29,3% maior que o reportado em igual etapa de 2016.

 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia somou R$ 262,2 milhões entre abril e junho, alta de 37,5% em relação ao reportado nos mesmos meses do exercício anterior. A margem Ebitda subiu 2 pontos porcentuais e passou de 6,8% para 8,8%. No semestre, o Ebitda soma R$ 498,3 milhões, alta de 34%, com margem de 8,5%, o que corresponde a um avanço também de dois pontos porcentuais.

 

A companhia também divulgou o Ebitda ajustado, no qual são consideradas questões como ativos possivelmente inexistentes e fundo de pensão. Nesse caso, a distribuidora registrou um Ebitda de R$ 360,2 milhões, 58% acima dos R$ 228 milhões anotados no mesmo intervalo do ano passado. A margem Ebitda ajustado subiu 3,9 p.p., para 12%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado avançou 56%, para R$ 694,4 milhões, com margem 4 p.p. maior, de 11,8%.

 

A receita líquida da distribuidora totalizou R$ 2,99 bilhões no abril a junho, alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seis meses, a receita somou R$ 5,866 bilhões, alta de 3,3%.

 

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O resultado financeiro representou uma despesa de R$ 79,3 milhões no segundo trimestre, ante uma despesa de R$ 58 milhões anotada um ano antes. A piora nessa linha se deve principalmente à variação cambial de Itaipu, com impacto negativo de R$ 32,9 milhões.

 

Produtividade. O programa de produtividade lançado pela AES Eletropaulo no início do ano começa a dar seus primeiros frutos. Conforme destacou a distribuidora, os custos operacionais foram reduzidos em R$ 77 milhões, acima da projeção de R$ 70 milhões para o trimestre. 

 

No total, os custos e despesas operacionais da empresa, excluindo depreciação e custo de construção, totalizaram R$ 2,489 bilhões entre abril e maio, o que corresponde a um aumento de 2,5% em relação a mesma etapa do ano passado. 

 

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Mas enquanto os custos da  Parcela A - formada por compra de energia e encargos de uso da rede - subiram 5,9%, para R$ 1,905 bilhão, os custos gerenciáveis de Pessoal, Materiais, Serviços de Terceiros e Outros (PMSO) recuaram 7,4%, para R$ 583,9 milhões. 

 

Vale salientar, ainda, a redução de 50,4% na Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD), para R$ 45,7 milhões, e na diminuição nas linhas de multas e contingências, da ordem de 27,3% e 73,8%, respectivamente. Essas frentes de atuação também fazem parte do programa que vem sendo desenvolvido pela companhia para melhorar sua eficiência.  

 

Por meio de seu programa de combate às perdas, a companhia conseguiu acrescentar ao mercado faturado 206 GWh de energia, ante os 159,8 GWh adicionados no segundo trimestre do ano passado, o que contribuiu com aproximadamente R$ 79 milhões no resultado da companhia. 

 

Apesar disso, a campanha não colaborou na melhoria do indicador de perdas - taxa obtida por meio da divisão da diferença entre a energia medida na fronteira da distribuidora e a energia faturada dos clientes. 

 

As perdas totais apuradas nos últimos 12 meses foram de 9,64%, queda de 0,1 ponto porcentual em relação ao reportado um ano antes, sendo que as perdas técnicas recuaram de 5,5% para 5,21%, enquanto as não técnicas (fraudes) subiram de 4,2% para e 4,43%. A Eletropaulo explica que essas perdas decorrem do aumento tarifário de 2015 e do cenário econômico que o País enfrenta.  

 

Já na linha de redução das multas, a companhia vem buscando melhorar seus indicadores de qualidade de forma a atingir os níveis regulatórios e evitar penalidades. O DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) acumulado dos últimos 12 meses apresentou uma queda de 33% segundo trimestre em relação ao anotado um ano antes, para 14,12 horas, já o FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) recuou 5% na mesma comparação

 

Endividamento. Do ponto de vista financeiro, porém, AES Eletropaulo piorou suas métricas em relação ao primeiro trimestre, embora tenha melhorado o desempenho na comparação com o segundo trimestre do ano passado. Seu endividamento líquido estava em R$ 3,65 bilhões, acima dos R$ 3,34 bilhões do primeiro trimestre e abaixo dos R$ 3,7 bilhões anotados um ano antes.

 

A alavancagem ficou em 2,91 vezes dívida líquida/Ebitda ajustado, acima dos 2,87 vezes de março e abaixo dos 3,02x de junho de 2016. O limite previsto nos covenants da companhia é de 3,5 vezes. 

 

Fonte: Estadão

 


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