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Shoppings deixam sorteio de carros e apostam em decoração interativa


04/12/2017

O consumidor que via nos sorteios natalinos dos shoppings a única esperança de desfilar num carrão importado pode este ano tirar o cavalinho da chuva. Ou melhor, o trenó da pista: nem Jaguar, nem BMW, Volvo ou Mercedes. A temporada natalina dos principais centros de compra de Salvador veio gelada este ano, sem sorteio dos tradicionais automóveis de luxo, a partir da troca de cupons fiscais, que, até o ano passado, aqueciam as vendas de fim de ano.

 

Ao contrário: o gelo e demais atrações que envolvam o consumidor no clima de Natal – seja no friozinho do Polo Norte ou nas luzes de Paris, com visita à casa do Papai Noel ou no trenzinho do Bom Velhinho – tornaram-se este ano a grande aposta dos maiores centros de compra da cidade para incrementar as vendas.

 

"O efeito da situação econômica atual do país teve certo peso para a troca do sorteio dos carros pelas chamadas decorações interativas adotadas este ano pelos shoppings, mas, mais do que ter uma redução de custos, o fator decisivo para essa mudança foi mesmo a possibilidade de aumentar as vendas, incentivando o consumidor para um maior tempo de permanência no shopping, diante das novas opções de lazer e entretenimento, sobretudo para as crianças, além da tradicional foto com Papai Noel. Decoração com um carro estacionado no meio do shopping, não fazia sentido para elas", explica o coordenador regional da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Edson Piaggio.

 

Estratégia

 

Os indicadores econômicos, como queda da inflação e do desemprego, são os fatores que animam os shopping centers a quererem manter o consumidor mais tempo nos estabelecimentos e tentado a comprar.

 

"Natal é um momento de encantamento, e o shopping, nas férias escolares das crianças, ganha ao inovar nas atrações que também seduzem os adultos", diz Piaggio. Com conjuntura mais favorável e decoração interativa, a Abrasce aposta num aumento de 7% das vendas do Natal em relação ao ano passado.

 

"Ainda não temos como mensurar o retorno dessa mudança de investimento, mas o sucesso nas redes sociais já tem sido visto como um termômetro de que a nova estratégia foi acertada", conta a gerente de marketing do Salvador Shopping, Karine Dourado. O estabelecimento tem dez anos e, até então, sempre teve sorteio de carros importados nas campanhas de Natal.

 

De acordo com a Abrasce, em relação aos custos, na maioria dos casos, as atrações interativas representaram este ano maior investimento por parte dos shoppings, em comparação às decorações antigas, mas, por outro lado, uma economia na comparação com o sorteio de carros considerados sonhos de consumo. E tem mais: é possível obter uma renda, já que se paga o ingresso para a maioria das atrações, com valores que variam de R$ 5, para entrar em parte da decoração, a R$ 60 (tempo máximo de uma hora na pista de patinação no gelo de um dos shoppings). Somente em alguns casos, o dinheiro arrecadado será doado para instituições filantrópicas.

 

Para a maioria dos consumidores, que não teve a sorte de ganhar um carrão no sorteio, troca-se a fila da esperança para entregar cupons pela fila de certeza da diversão, mas nem todos aprovaram a mudança: "A gente deixa de ter a possibilidade de ganhar um prêmio incrível e ainda paga pelas atrações para as crianças, que nunca ficam satisfeitas, nos levando, portanto, a gastar mais do que as compras que a gente veio fazer", conta o administrador de empresas Rosério Lima.

 

Já a engenheira Eliana Dias gostou: "Antes, eu pegava uma fila para trocar o cupom e nunca ganhava o carro; agora, a gente vem para o shopping para uma atração diferente, seja patinando no gelo, fingindo estar em um Natal chique de Paris ou mesmo na 'Noelândia', entre outros". Ela lamenta apenas que seja preciso pagar pelo ingresso.

 

"Sem nem mais a chance, ainda que remota, de mudar de vida com uma BMW, que pelo menos se promovesse o acesso aos espaços apenas com a troca de notas fiscais por ingressos, o que estimularia mais as compras e não apenas gastos extras para o cliente, ainda em crise", sugere Eliana. Para quem se acostumou a trocar notas, há alguns shoppings que aceitam a opção da entrega de cupons fiscais, a partir de um limite mínimo de compras, para ter direito a ingresso para a atração natalina ou mesmo para brindes: panetone, caneca, cooler ou kits de chocolates.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

 


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