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Queda na Selic leva bancos a ajustar a remuneração de títulos de renda fixa


06/02/2018

Já não anda mais tão simples atrair o investidor para a renda fixa. Pudera. Os juros brasileiros, historicamente altos, estão no patamar mais baixo desde sempre – e seguem descendo. A expectativa do mercado financeiro é de que a Selic, taxa básica de juros do País, seja reduzida uma vez mais (para 6,75% ao ano), na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa amanhã. Para tentar garantir que o dinheiro dos clientes continue a pingar, os bancos começaram a se mexer. 

 

Nos últimos meses, eles vêm melhorando as condições de remuneração para quem aplica em CDBs (Certificados de Crédito Bancário) e nas letras de crédito, sejam as imobiliárias (LCIs) ou as agrícolas (LCAs). Mas, na prática, a queda da Selic foi tão intensa que os ajustes promovidos pelos bancos não conseguem compensar completamente a diferença.

 

Papéis como os CDBs são vendidos pelos bancos para captar recursos e financiar suas atividades. Quem os compra, na prática, empresta dinheiro para as instituições financeiras, em troca de uma remuneração. Os CDBs e as letras de crédito mais comuns oferecem como rentabilidade um porcentual do CDI, que é a principal referência de remuneração para as aplicações de renda fixa. 

 

E é aí que as mudanças estão acontecendo. Um levantamento feito pelo aplicativo Renda Fixa a pedido do Estado mostra que, na média, os bancos elevaram o porcentual do CDI pago aos investidores do ano passado para cá, especialmente nos últimos seis meses. A pesquisa considerou o histórico de rentabilidade de CDBs, LCIs e LCAs com prazos de vencimento de um ou dois anos, com aplicação mínima de R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 30 mil e R$ 50 mil, emitidos por 30 instituições de pequeno e médio porte.

 

No início de 2017, a remuneração dos CDBs com aplicação mais baixa, por exemplo, era de 110% do CDI para vencimento em um ano e de 116% para dois anos. Atualmente, segundo o Renda Fixa, é possível obter taxas de 119% e 127%, respectivamente. “Não foi algo pontual. Percebemos várias instituições oferecendo taxas mais altas nos títulos bancários”, diz Vinícius Maeda, diretor de relações com investidores da consultoria Magnetis. Ao que tudo indica, é uma tentativa de manter um certo nível de atratividade diante da concorrência com investimentos menos conservadores e mais rentáveis, como os fundos multimercado.

 

Bancos. O movimento chegou também aos maiores bancos. No Banco do Brasil, por exemplo, a remuneração das LCAs passou de 77% para 83% do CDI nos últimos quatro meses – e a aplicação mínima, de R$ 30 mil, caiu para R$ 10 mil. “Apesar da redução dos juros, a renda fixa continua sendo uma parte importante dos investimentos dos clientes. Com o acerto das taxas, buscamos dar uma rentabilidade efetiva melhor”, diz Rodrigo Ayub, gerente executivo de captação do banco. 

 

Melhor sim, mas nem de longe superior ao que já foi. Um CDB hipotético que oferecesse 100% do CDI em janeiro de 2017 teria rendido 9,95% ao longo do ano, quando os juros estavam mais altos. Hoje, mesmo que a taxa fosse elevada para supostos 105% do CDI, a rentabilidade efetiva em um ano seria bem menor, de 7,23%, aponta a Magnetis.

 

Oportunidades. A regra, agora, é manter os olhos abertos para as oportunidades. O banco Daycoval, por exemplo, iniciou uma campanha, na semana passada, oferecendo LCIs e LCAs com taxa de 95,5% do CDI, e para valores tão baixos quanto R$ 1 mil. A remuneração, até então, ficava na faixa de 94%. “Foi uma estratégia que encontramos para conquistar novos clientes”, diz Maurício Carlos Giarrante, superintendente de captação do Daycoval. 

 

Especialistas, no entanto, recomendam que cada oferta seja estudada com atenção. Em troca de uma rentabilidade melhor, os papéis de bancos como o Daycoval exigem uma permanência maior. Em geral, não é possível resgatar o dinheiro antes do vencimento, que pode variar de poucos meses a alguns anos. “É preciso combinar os prazos dos produtos com as necessidades do investidor”, diz Felipe Cesar Giacomini Ferreira, planejador financeiro certificado pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar).

 

Fonte: Estadão


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