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Hobby vira negócio e Mestre-Cervejeiro se torna franquia


26/02/2018

O conhecimento e a paixão pela cerveja, além da dedicação, ajudaram o designer gráfico Daniel Wolff a tornar a Mestre-Cervejeiro.com uma marca conhecida no País. Depois de uma temporada em “países cervejeiros”, como Bélgica e Inglaterra, o jovem paranaense criou, em 2004, o site dedicado à cerveja. Era uma época em que, no Brasil, falar de estilos de bebida, de diferentes tipos e marcas, de degustação e harmonização era algo só visto no segmento de vinhos.

 

“A primeira vez que vi uma carta de cervejas foi em 1998 na Bélgica. Mas a ideia de empreender não foi aquela coisa ‘vou correr porque no Brasil vai dar certo’. Foi mais no sentido ‘eu gosto disso e quero vivenciar no dia a dia’. Criei o Mestre-Cervejeiro.com como hobby, para falar sobre cervejas. E, dois anos depois, acabou virando o meu trabalho.”

 

Assim, o que começou como um site para divulgar o mundo da cerveja, resultou em uma unidade física, em Curitiba, criada em 2009 para se apreciar e conhecer a grande variedade de cervejas artesanais. Em 2012, o negócio virou uma rede de franquias com 63 lojas onde em 2017 foram consumidos 960 mil litros da bebida e que faturaram R$ 24 milhões. “Hoje, apesar de se encontrar cerveja artesanal em todo canto, esse nicho não representa nem 1,5% do mercado de cervejas”, diz o empresário com base em relatórios das grandes fabricantes aos quais teve acesso.

 

Segundo ele, o segmento vem crescendo 40% ao ano. Wolff, porém, reconhece que o termo artesanal é “só conceitual”. “Não existe uma regra, não existe uma legislação apontando o que a bebida precisa ter, ou como deve ser produzida, para assim ser considerada.” Ele, porém, defende a padronização. “Seria importante para o mercado e para o consumidor, para ele saber porque está pagando R$ 25 por uma cerveja.” No entanto, uma das características da cerveja artesanal é que ela normalmente é produzida por essas microcervejarias e seu mercado é local.

 

O início. Wolff conta que logo no começo, o site passou a receber muitas visitas e cliques. “No segundo ano de funcionamento, larguei meu estúdio de design e fiquei me dedicando exclusivamente ao site”, conta. Ele passou, então, a prestar serviços e realizar eventos de degustação, para falar de cervejas e harmonização.

 

“Fiz muitos eventos corporativos e também para escolas de gastronomia, universidades, cursos.” Por breve período, o site vendeu cervejas, mas Wolff desistiu. “Na época, era difícil despachar produtos em pequenas quantidades, as garrafas não iam pelos correios”, diz.

 

Com o sucesso do site e a dificuldade das vendas online, surgir uma unidade física voltada às cervejas artesanais era uma questão de tempo. A primeira delas veio em 2009. “Essa primeira loja física também foi pioneira”, afirma. “Até existiam alguns pontos que vendiam cervejas artesanais, mas eles não eram dedicados exclusivamente a cervejas. E a nossa é 100% voltada para cervejas.”

 

Sempre que surgem as novidades, o estranhamento vem junto. “Era engraçado, porque o pessoal entrava na loja e pergunta, admirado: ‘Tudo isso é cerveja? Mesmo essa com rolha?’. Começaram a frequentar a loja e também o site a procura de conteúdo. Aliás, a razão do site existir sempre foi essa, entregar conteúdo sobre cerveja. Esse é o nosso principal pilar, nosso slogan é a cultura da cerveja.”

 

Ao mesmo tempo, a proposta das lojas é ser um ambiente para a família. “Isso, no sentido de que em nossas lojas há casal que leva a criança, leva o cachorro. Temos bancada para a pessoa chegar abrir o notebook e ficar trabalhando. Ou seja, não é aquele estilo boteco.”

 

O aumento da popularidade da loja, em Curitiba, é que levou à decisão de Wolff de se tornar franqueador. Os próprios fregueses diziam que esse tipo de empreendimento não existia em outras cidades, e sugeriam a abertura em outras capitais. Em 2012, a Mestre-ceverjeito.com tornou-se uma franqueadora.

 

Mesmo dependendo de pequenos produtores, ele diz que o estoque não é um problema. “Você faz um pedido de dez rótulos, eles só têm seis. Isso é normal, porque é um mercado de pequenas indústrias”, diz.

 

“Mas para nós, não abala tanto, porque a pessoa vai lá pede um rótulo específico e se não tivermos, indicamos uma de estilo similar. E isso é legal do público cervejeiro: ele pratica a infidelidade. É diferente daquele público tradicional que diz eu sou ‘brameiro’, ou só bebo Antarctica. O cervejeiro artesanal é o contrário disso. Vai atrás de novidades, quer provar coisas diferentes. Esse é o perfil.”

 

Wolff diz o que considera como uma boa cerveja: “Tem de estar fresca, ser de consumo local, aromática e ter amargor acentuado”. / C.M.

 

Fonte: Estadão


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