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Produção industrial tem queda de 1,8% em setembro, maior recuo para o mês desde 2015


01/11/2018

A produção industrial brasileira caiu 1,8% em setembro frente ao mês anterior, segundo divulgou nesta quinta-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Trata-se da terceira queda mensal seguida do setor. De acordo com André Macedo, gerente da pesquisa, foi também a queda mais acentuada para um mês de setembro, na comparação com o mês imediatamente anterior, desde 2015, quando foi de 2,2%.

 

Na comparação com setembro do ano passado, a indústria caiu 2%, primeiro resultado negativo nesta base comparação, após três altas consecutivas.

 

Apesar da 3ª queda consecutiva, a indústria registrou avanço de 2,7% no 3º trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Segundo o IBGE, esta alta compensou o recuo de 2,7% do 2º trimestre, que foi impulsionada pelas perdas significativas do mês de maio, quando a produção industrial caiu 10,9% em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros. Já na comparação com o 3º trimestre do ano passado, houve alta de 1,2%.

 

Perda de ritmo no ano

No acumulado no ano e em 12 meses, a produção continua registrando alta, de 1,9% e de 2,7% respectivamente. Entretanto, houve perda de ritmo frente aos meses anteriores.

 

O IBGE revisou os dados da indústria dos últimos meses. Em agosto, a queda foi de 0,7%, ao invés do recuo de 0,3% anunciada anteriormente. Já o resultado de julho foi revisado para uma queda de 0,2%, ante recuo de 0,1% estimado inicialmente.

 

16 dos 26 ramos industriais recuam

Dos 26 ramos de atividade, 16 recuaram em setembro. A queda foi puxada pelos pelos segmentos de veículos automotores (-5,1%), máquinas e equipamentos (-10,3%) e bebidas (-9,6%). Do outro lado, o destaque foi metalurgia, que avançou 5,4%.

 

Entre as grandes categorias, a queda mais acentuada na comparação com agosto foi em bens de consumo duráveis (-5,5%), influenciada, em grande parte, pela menor produção de automóveis. Também houve recuo na aprodução de bens de capital (-1,3%), bens intermediários (-1,0%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,7%).

 

Fonte: G1

 




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