05/11/2018
Análise é da neurocoach e jornalista Laine Valgas, uma das palestrantes do Aurum Summit 2018
A jornalista, coach e neurocoach Laine Valgas já está acostumada a subir nos palcos para falar sobre desenvolvimento pessoal, emocional e profissional, mas em novembro a experiência vai ser um pouquinho diferente: um evento para advogados.
A Aurum, empresa de tecnologia que desenvolve softwares jurídicos, realizará a terceira edição do Aurum Summit, evento focado em inovação na advocacia. Para isso, chamou Valgas para apresentar para mais de 400 advogados como eles podem se reinventar na carreira e ganhar destaque em um meio tão competitivo.
Em entrevista por telefone, ela contou mais sobre a trajetória no universo do coaching e explica como esse trabalho pode revolucionar a carreira de qualquer profissional – até os das áreas mais tradicionais do mercado.
Você já tem uma carreira renomada no Jornalismo. Qual foi a inquietação que te fez buscar paralelamente uma carreira de coach?
Eu tenho 24 anos de atuação como jornalista, o mesmo tempo da minha atuação em televisão. Sou formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e sou de uma família de pessoas muito estudiosas. O jornalismo é algo que me encanta tanto que é como uma cachaça.
Isso me consumia 24 horas por dia e durante muito tempo deixei adormecido o plano de evoluir nos estudos de jornalismo. Quando cheguei nos meus 19 anos de formada, 5 anos atrás, eu comecei a me questionar muito sobre mestrado, doutorado. Só que no Jornalismo eu não encontrava nada que fizesse meu olho brilhar.
Até que fui apresentar um evento da Sociedade Brasileira de Coaching (ASB) e eu me encantei por tudo que eu vi. Era um evento conclusivo, então eu pude ver muitas pessoas felizes, transformadas, vibrando alto, e eu pensei “ah, isso tem a ver comigo”.
Então fui diretamente na direção da então RBS TV, conversei com a minha chefia e falei: eu prometo que não vai atrapalhar em nada os meus trabalhos, mas eu quero me dedicar a novas formações para melhorar o meu trabalho com comunicação. Eles permitiram e de lá pra cá cada formação que faço, eles me acompanham. Já estou entrando na nona formação de coach.
Há 5 anos eu trouxe o coaching pra minha vida e não me arrependo. Consegui trazer ele para o meu jornalismo e consegui trazê-lo também para a área de formação de pessoas, atendimento individual, em grupo, palestras e workshops. Tudo voltado para fazer com que a pessoa olhe um pouco mais pra si e floresça o seu melhor pra fazer sucesso em qualquer área da sua vida, em qualquer profissão. Coaching é uma área que eu não largo mais e comunicação também não.
Hoje você atua mais em direcionamento de carreira ou desenvolvimento pessoal? Qual a ligação entre as duas coisas?
De 5 anos pra cá, eu já experimentei de tudo um pouco na área do coaching. Comecei atendendo individualmente, depois montei uma empresa com meu marido e aí começamos a atender grupos de pessoas trabalhando mental e emocional, comunicação e físico, porque ele é da área da saúde, a Educação Física. Só que caminhar com o esses atendimentos mais o meu trabalho na TV estava consumindo demais, porque coaching é entrega.
Então nós começamos a desenvolver palestras e workshops para atender um maior número de pessoas, trazendo equilíbrio para a nossa vida. Então nós estudamos muito e temos uma quantidade infinita de temas de palestras para levar para grupos. O meu coaching é voltado para o desenvolvimento pessoal e, sobretudo, o emocional.
Quais são os setores que mais buscam esse tipo de serviço? E quais os principais motivos?
A maioria das empresas me procura para trabalhar questões de autoestima dos seus funcionários e para orientar equipes – pois as pessoas estão muito individuais e desaprenderam a trabalhar em equipe.
Somos muito chamados também por quem trabalha na área de vendas, sobretudo pelo momento que o país atravessa. Afinal, como fortalecer o emocional da equipe para melhorar as vendas?
Eu fico muito feliz quando empresas conseguem colocar um olhar mais humano para seus funcionários, entendendo que o emocional é a base do sucesso de qualquer empresa. Pode parecer estranho, mas tem uma pesquisa que mostra que no Brasil a gente admite pela competência técnica e demite pela incompetência emocional.
Podemos ser muito evoluídos tecnicamente, mas em termos emocionais a gente é igual, porque todos ainda estamos no jardim de infância. Então a gente precisa trabalhar primeiro dentro para florescer e melhorar fora.
Como os profissionais de áreas mais tradicionais, como o Direito, podem se beneficiar dos aprendizados de coaching?
O coaching é muito democrático. Ele não é feito para uma área ou outra. Ele é feito para seres humanos de qualquer área. Porque ele trabalha o interno, a motivação, os talentos que você deixou adormecidos ou nem sabe que tem. As pessoas que são formadas como coachs dominam técnicas comprovadas de florescimento, que é: parar, olhar pra si, se superar e conseguir avançar.
Eu bato na mesma tecla de que quanto melhor nós estivermos emocionalmente, melhores profissionais nós somos em qualquer área da vida. Porque a gente consegue desenvolver a autoestima, o acreditar em si. Eu conheço muitos profissionais de sucesso que não sustentam isso, que não são felizes porque não estão bem consigo.
Imagina então alguém que já é sucesso se sentindo melhor consigo? Aí ninguém segura, o céu é o limite!
O que se pode esperar desse tipo de trabalho? Como esse serviço pode mudar a carreira de quem quer seguir novos rumos na sua profissão?
Pode mudar a carreira a partir do momento que você se transforma. Você pode se entregar com mais entusiasmo, conhecendo melhor seus talentos e todos os seus valores e assim pode ser um profissional melhor. Ou até saber avaliar se a área que você está é a área do seu propósito!
Nós somos efetivamente felizes quando descobrimos o ser único que somos. Não temos nem uma digital igual a outra, então somos únicos nessa vida. Quando a gente descobre através do processo de coaching nosso real propósito, a gente consegue avaliar se está na carreira certa ou se precisa fazer mudanças para de fato provocar transformações no mundo, que é o que enche nossa alma de alegria.
Fonte: Jota.info
UGT - União Geral dos Trabalhadores