23/01/2019
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a terça-feira, dia 22, com preços mais baixos. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as perdas foram acentuadas na parte da tarde, após rumores de que representantes dos Estados Unidos teriam rejeitado um encontro com seus colegas chineses para avançar na negociação comercial entre os dois países. “A notícia reforçou o sentimento de que os dois países estão longe de um acordo comercial”, dizem analistas.
O dia foi de pressão em meio ao maior temor ao risco, diante da perspectiva de um crescimento menor do que o esperado da economia mundial.
O petróleo teve um dia de perdas, puxando para baixo também as demais commodities agrícolas. No caso da soja não foi diferente.
Além dessa questão, a prolongada paralisação do governo americano segue sendo motivo de preocupação, principalmente pela falta de informações oficiais.
Na terça, no entanto, as inspeções semanais foram positivas. Este relatório é um dos poucos que está sendo divulgado e indicou um número acima do esperado, gerando especulações de vendas para a China. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as inspeções somaram 1,110 milhão de toneladas, um pouco acima do esperado pelo mercado: 1,075 milhão.
SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL
Março/2019: US$ 9,09 (-7,50 cents)
Maio/2019: US$ 9,22 (-7,25 cents)
Brasil
Com o dólar subindo bem, mas Chicago recuando, o mercado brasileiro teve um dia de preços mistos e de poucos negócios. Nas regiões em que os preços subiram, houve melhor movimentação, com destaque para Minas Gerais, onde 10 mil toneladas foram comercializadas, São Paulo e Goiás, com volumes transacionados de 5 mil toneladas em cada um dos estados.
Fonte: Canal Rural
UGT - União Geral dos Trabalhadores