19/08/2020
Nesta segunda-feira (17), a Secretaria de Saúde do sindicato divulgou oficialmente o último levantamento sobre o número de ocorrências do coronavírus na categoria. Os dados apontam novo crescimento. Ao todo foram confirmados 246 casos, 748 suspeitos e 68 mortes.
A situação dos condutores de São Paulo continua preocupante. Os trabalhadores em transportes, por fazerem parte do grupo de profissionais vulneráveis, estão sujeitos a maiores riscos de contágio do vírus.
Outro agravante a se considerar, é que com a abertura de lojas, bares, restaurantes, enfim, comércio em geral, na capital paulista, o número de passageiros aumentou significativamente. A superlotações no transporte público voltaram a ser uma realidade.
Desde o mês de março, quando começou a pandemia, a direção do Sindmotoristas tem travado uma luta árdua com o Poder Público e os empresários de ônibus pela preservação da vida, do emprego e dos direitos trabalhistas da categoria. Em todos os embates, o sindicato foi vitorioso, inclusive, na ação judicial que tornou obrigatório pelas empresas o fornecimento regular de EPIs (máscara e álcool em gel) para os trabalhadores.
PROTEÇÃO E SEGURANÇA
O sindicato faz um apelo a todos os companheiros para que continuem sendo zelosos com sua segurança no exercício da profissão.
Não se engane, a flexibilização da quarentena não é sinal de que o COVID 19 perdeu força. O vírus continua em nosso meio e é altamente contagioso.
“Pedimos que os condutores se protejam e façam uso diário da máscara, do álcool em gel e, quando possível, lavem as mãos. Fazendo a nossa parte seremos exemplo não somente para os usuários de ônibus, mas também para toda sociedade”, declarou o presidente em exercício do Sindmotoristas, Valmir Santana da Paz (Sorriso).
O deputado federal e presidente licenciado da entidade, Valdevan Noventa, reafirmou que cada cidadão tem que fazer a sua parte e ser responsável com sua vida e do outro. “Não podemos achar que é normal a morte de mais de 100 mil brasileiros, desses 68 condutores, sem nos indignarmos”.






UGT - União Geral dos Trabalhadores