28/08/2025
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, fez ampla divulgação sobre um suposto processo de transição de carreira que traria impactos significativos para a Guarda Municipal. Porém, o SIGMUC deixa claro para a sociedade e para os próprios servidores que essa medida não atinge a categoria como um todo.
Na prática, esse procedimento só alcança seis guardas municipais que estariam aptos a participar, vinculados a um quadro especial que está em extinção. “São servidores que ingressaram na época em que era permitido vir de outras carreiras com nível fundamental e que agora precisam comprovar nível médio e realizar curso de formação para portar arma de fogo”, explica Rejane Soldani, presidente do SIGMUC.
Mesmo nesse cenário restrito, dos três que se habilitaram para participar, dois já desistiram do curso de formação. Ou seja, no fim das contas, apenas um único guarda municipal poderá de fato concluir essa chamada “transição de carreira”.
“Portanto, apesar do grande marketing institucional promovido pela Prefeitura, é importante frisar que esse procedimento não se refere aos 1.370 guardas municipais de Curitiba, mas exclusivamente a um caso isolado”, ressalta.
O SIGMUC entende que o Prefeito deve estar mal informado sobre a carreira da Guarda Municipal. A ampla divulgação que se espera de sua gestão não é sobre medidas isoladas e restritivas, mas sim sobre avanços reais, como:
– Crescimento vertical (por titulação) para todos os guardas municipais;
– Procedimento de mudança de área de atuação, com a renovação das chefias — estagnadas há 18 anos;
– Aumento da gratificação de segurança, condizente com a responsabilidade da função;
– Reenquadramento por tempo de serviço na carreira, que valorize a trajetória e dedicação de cada servidor.
O SIGMUC continuará cobrando medidas que realmente valorizem a totalidade da categoria, com avanços concretos na carreira, melhores salários e condições dignas de trabalho.
Fonte: SIGMUC
UGT - União Geral dos Trabalhadores