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Holanda amplia semana de 4 dias e desafia críticos do modelo


29/08/2025

A semana de quatro dias se torna cada vez mais comum na Holanda, mostrando resultados positivos para trabalhadores e empresas.


Especialistas afirmam que o modelo reduz burnout, desigualdade de gênero, desemprego e emissões de carbono, enquanto melhora qualidade de vida.


Críticos alertam para riscos de queda de produtividade, pressão sobre serviços públicos e enfraquecimento da ética do trabalho.


Contudo, a Holanda já consolidou a prática e apresenta indicadores econômicos fortes, servindo de referência para outros países.


O país possui a maior taxa de trabalho em tempo parcial entre os membros da OCDE.


A média semanal é de 32,1 horas entre pessoas de 20 a 64 anos, a menor da União Europeia.


Cada vez mais trabalhadores em tempo integral concentram atividades em quatro dias, diz Bert Colijn, economista do ING.


“Eu trabalho cinco dias e às vezes sou questionado por isso!”, comenta Colijn, ressaltando a popularidade do modelo.


O movimento começou com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, que optaram por empregos de meio período.


Políticas fiscais e benefícios reforçaram o arranjo, que posteriormente atraiu também homens, especialmente pais com filhos pequenos.


Alta produtividade

Apesar das jornadas reduzidas, a Holanda mantém alta produtividade por hora e elevada participação da população ativa.


No fim de 2024, 82% da população em idade ativa estava empregada, superando Reino Unido, EUA e França, segundo a OCDE.


Mulheres apresentam taxas de emprego mais altas do que em países com jornadas maiores, como os EUA.


O modelo distribui as horas de trabalho de forma distinta, permitindo aposentadoria mais tardia e maior equilíbrio ao longo da vida.


Além disso, a redução da jornada ajuda a suprir a falta de profissionais, por exemplo, na educação.


Pais com jornadas menores conseguem lidar melhor com horários escolares e cuidados familiares, evitando sobrecarga em creches e serviços.


Colijn pondera que a Holanda talvez abra mão de algum crescimento, mas preserva qualidade de vida e bem-estar social.


A experiência mostra que é possível organizar o trabalho de formas diferentes, equilibrando ganhos econômicos e sociais.


Estudos internacionais indicam que crianças holandesas estão entre as mais felizes do mundo desenvolvido.


Fonte: Rádio Peão




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