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SMGP ATACA A GUARDA MUNICIPAL COM DECRETO QUE CORTA DIREITOS E AMEAÇA A REMUNERAÇÃO


14/01/2026


O SIGMUC alerta a categoria e a sociedade para um grave ataque aos direitos da Guarda Municipal promovido pela Secretaria Municipal de Gestão de Pessoal (SMGP). Nos primeiros dias de 2026, foi publicado o Decreto nº 02/2026, assinado pelo prefeito Eduardo Pimentel, que impõe um normativo único de jornada de trabalho, horas extras e adicional noturno a todo o funcionalismo público, incluindo a Guarda Municipal, sem qualquer diálogo com a categoria.


Na prática, a SMGP decidiu tratar a Guarda Municipal, carreira da segurança pública, como se fosse um setor meramente administrativo, ignorando completamente as especificidades do trabalho policial, o risco permanente, o desgaste físico e mental e a necessidade de regras próprias para a atividade operacional.


Revogação autoritária do regime próprio da Guarda.


Desde 2011, há 15 anos, a Guarda Municipal possuía um regime próprio de escalas, descanso, horas extras e proteção remuneratória, garantido pelo Decreto nº 1.894/2011, posteriormente atualizado em 2015 para ampliar a proteção da atividade operacional. Esse regime não foi um privilégio, mas uma conquista histórica, construída para preservar a saúde, a segurança e a remuneração dos guardas.


O Decreto nº 02/2026 simplesmente revoga todo esse arcabouço, de forma unilateral e autoritária. Não houve negociação com o sindicato, Audiência Pública, mesa sindical, estudo de impacto financeiro ou operacional.


Foi uma decisão burocrática, fiscalista e tecnocrática, tomada dentro da SMGP, sem qualquer preocupação com as consequências para a segurança pública e para os trabalhadores.


Risco real de redução salarial


O novo decreto desmonta uma lógica básica que sempre existiu na Guarda Municipal: trabalhou mais, recebeu mais.


Agora, a regra passa a ser outra: trabalhou mais, só recebe se a SMGP autorizar.


As horas excedentes da escala de plantão deixam de ser um direito automático e passam a depender de autorização, justificativa e avaliação administrativa da Secretaria. Isso abre espaço para cortes diretos na remuneração, mesmo quando o guarda cumpre a mesma carga de trabalho, ou até mais.


A escala operacional frequentemente ultrapassa as 40 horas semanais, mas o pagamento dessas horas deixa de estar garantido, criando insegurança financeira e instabilidade para a categoria.


Quem adoece passa a ser punido!


O Decreto nº 02/2026 cria um mecanismo perverso e cruel. Ao classificar horas extras e adicional noturno como verbas “precárias”, o texto permite que o guarda que adoece, entra em tratamento e se afasta por atestado médico perca parte da remuneração.


Ou seja, quanto mais o servidor adoece em razão do serviço, marcado por estresse, violência, risco e turnos noturnos, menos ele recebe. A SMGP institucionaliza a punição de quem adoece trabalhando para proteger a população.


Isso não é gestão. Isso é penalizar o adoecimento causado pelo próprio trabalho.


Banco de horas pela porta dos fundos!


Ao destruir o regime próprio da Guarda e aplicar regras genéricas do Município, a SMGP reabre a possibilidade de banco de horas e compensação na segurança pública. Isso significa: Trabalhar hoje; Não receber; “Compensar” no futuro ou sequer compensar.


Banco de horas em atividade policial significa mais fadiga, mais erro, mais risco e mais mortes. É incompatível com qualquer política séria de segurança pública.


O que está por trás do decreto.


Para o SIGMUC, o Decreto nº 02/2026 revela uma tentativa clara da SMGP de:


Transformar a Guarda Municipal em custo ajustável;


Cortar folha sem assumir politicamente;


Transferir o custo da segurança pública para o corpo e a saúde do guarda;


Isso não é modernização administrativa.


É precarização disfarçada de gestão.


O SIGMUC alerta e convoca a categoria PARA LUTAR CONTRA ESTE NOVO ATAQUE!


O sindicato reforça que o decreto:


Reduz remuneração;


Penaliza quem adoece;


Retira previsibilidade salarial;


Abre possibilidade real de banco de horas,


Desmonta o regime policial da Guarda Municipal.


A Guarda Municipal é carreira da segurança pública e não pode ser tratada de forma genérica. A categoria segue em ESTADO DE GREVE, deliberado no final do ano passado diante da tentativa de calote no pagamento da data-base, e irá se reunir ainda neste mês em Assembleia Geral para deliberar sobre os impactos do decreto e os próximos passos da mobilização.


A diretoria do SIGMUC já entrou em contato com a Secretaria Municipal de Gestão de Pessoal. Até a publicação desta matéria, não houve qualquer retorno, o que reforça o desrespeito institucional com a categoria.


O SIGMUC seguirá denunciando, mobilizando e lutando. Direito não se corta. Segurança pública não se improvisa.





Fonte: SIGMUC




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