22/01/2026
O episódio de assédio contra Jordana no BBB 26, exibido no último domingo, expôs diante do país uma situação que milhares de mulheres enfrentam diariamente no ambiente de trabalho: avanços sem consentimento, constrangimento e medo de denunciar. A diferença é que, fora das câmeras, quase nunca há testemunhas, e quase sempre há silêncio.
Para o presidente da FENASCON, Paulo Rossi, a TV Globo perdeu uma oportunidade histórica. Ao limitar a abordagem à violação das regras do programa, a emissora deixou de transformar o caso em um momento de esclarecimento público sobre assédio, sobretudo contra mulheres, que são as maiores vítimas. “Faltou firmeza, contexto e responsabilidade social no discurso do apresentador”, disse.
Enquanto isso, no mundo real, a violência segue acontecendo sem visibilidade e sem proteção. É nesse cenário que os sindicatos cumprem um papel essencial: orientar, acolher e garantir que as trabalhadoras possam denunciar com segurança.
A campanha #RespeiteTodoMundo, idealizada pela FEMACO e fortalecida pelos sindicatos filiados, tornou-se uma referência nesse enfrentamento ao romper o silêncio e promover conscientização contínua.
Paulo Rossi resume a gravidade: “O que vimos no BBB 26 é apenas a ponta do iceberg. Assédio é violência e milhares de mulheres enfrentam isso todos os dias sem câmera, sem edição e sem apoio institucional. A Globo poderia ter aprofundado o debate, mas os sindicatos não podem falhar: estamos aqui para proteger, orientar e lutar.”
A FENASCON reforça que o episódio não deve ser tratado como polêmica televisiva, mas como alerta nacional e reafirma seu compromisso com a defesa das trabalhadoras e com a construção de ambientes seguros, dignos e livres de violência.
Fonte: Fenascon
UGT - União Geral dos Trabalhadores