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FENASCON alerta: inflação baixa não significa vida barata e 2026 exigirá negociações salariais mais firmes


23/01/2026


Por Fabiano Polayna – MTB 48.458/SP


A desaceleração da inflação projetada para 2026, estimada em torno de 4,0% segundo o Boletim Focus do Banco Central, pode sugerir um ambiente de negociação mais ameno. Mas, para a FENASCON, essa leitura é ilusória. Na prática, trabalhadores de setores como asseio e conservação, áreas verdes, limpeza urbana, transporte aéreo, portaria, obras, temporários e facilities continuam enfrentando um custo de vida que, em muitos casos, avança acima da média dos índices oficiais, pressionando salários e comprometendo o orçamento familiar.


Inflação estável, custo de vida em alta: o paradoxo que define 2026


Mesmo com a inflação oficial dentro da meta, itens essenciais como alimentação, energia elétrica e transporte continuam como principais responsáveis pela perda de poder de compra, segundo dados recentes do IBGE. Em 2025, por exemplo, o IPCA acumulado foi de 4,26%, mas componentes como a energia elétrica residencial subiram mais de 12%, afetando especialmente famílias de menor renda.


Além disso, o setor de serviços, que representa parte importante das despesas cotidianas, teve aumento de 6,01% no acumulado do último ano, acima da inflação geral. Esse descompasso ajuda a explicar por que muitas famílias sentem um impacto no bolso maior do que os números indicam.


Empresas e contratantes públicos, por outro lado, alegam margens estreitas como impeditivo para reajustes mais amplos. No entanto, levantamentos do Dieese mostram que, em diversos segmentos da terceirização, houve reajustes salariais acima do IPCA, com variações entre 5% e 8% em alguns contratos, especialmente nas áreas de limpeza urbana e manutenção de áreas verdes.


A orientação da FENASCON: responsabilidade técnica e firmeza política


Para o presidente da FENASCON, Paulo Rossi, 2026 não pode repetir períodos em que a estabilidade macroeconômica serviu como justificativa para reposições salariais mínimas. “A inflação pode estar mais baixa, mas não existe alívio real no orçamento do trabalhador. A cesta do dia a dia segue pressionada. Por isso, a negociação salarial não pode ser tratada como formalidade, exige dados, estratégia e firmeza”, afirma.


Paulo Rossi ressalta que cada sindicato enfrenta uma realidade distinta, mas a diretriz da federação é clara: qualificar o debate, acompanhar os reajustes contratuais, ouvir as demandas da categoria e transformar a inflação percebida em argumento técnico. Para a FENASCON, momentos de inflação controlada devem ser vistos como oportunidade de recuperar perdas acumuladas e fortalecer as negociações com equilíbrio e compromisso com o valor social do trabalho.



Fonte: Fenascon




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