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Ricardo Patah destaca desafios do sindicalismo e aponta eleições de 2026 como decisivas em diálogo sindical no Espírito Santo


06/02/2026


O presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, participou na manhã desta sexta-feira (06/02) do evento “Diálogo Sindical – ideias que se encontram, lutas que se fortalecem: construindo caminhos para os desafios do mundo sindical”, realizado no Espírito Santo. O encontro reuniu presidentes das UGTs estaduais, representantes sindicais e trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores da economia, consolidando um espaço estratégico de reflexão e unidade do movimento sindical.


O anfitrião do evento foi Paulo Roberto da Silva, presidente da UGT-MG, que ressaltou a importância do diálogo permanente entre as lideranças sindicais diante das profundas transformações no mundo do trabalho.


Ricardo Patah fez um breve resgate dos quase 20 anos de história da UGT, hoje a segunda maior central sindical do Brasil. Destacou que o Sindicato dos Comerciários de São Paulo foi a primeira entidade sindical a defender publicamente o fim da escala 6x1, tema que ganhou força no debate nacional. Segundo Patah, o momento atual é propício para avançar na redução da jornada de trabalho, passando das atuais 44 horas semanais para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas, sem redução de salários.


“A juventude está em outra vibe. Não aceita mais trabalhar por baixos salários nem abrir mão do fim de semana para cumprir a escala 6x1”, afirmou o presidente da UGT, ao tratar dos desafios de diálogo com as novas gerações e da necessidade de o sindicalismo se reinventar para falar com a sociedade, especialmente com os jovens.


Patah também abordou o cenário internacional, destacando a atuação da UGT em ações de solidariedade internacional, apoiando movimentos sindicais de outros países, como os trabalhadores dos Estados Unidos, em especial metalúrgicos e da indústria automotiva, a exemplo da UAW (United Auto Workers). Citou ainda a campanha “Sem Direito Não é Legal”, que denuncia a precarização e a exploração do trabalho, com foco em grandes redes de fast-food.


Outro ponto enfatizado foi a baixa taxa de sindicalização no Brasil, um desafio central para o fortalecimento das entidades sindicais. Para Patah, enfrentar esse cenário exige comunicação eficiente, presença social e compromisso com pautas que dialoguem diretamente com a realidade da classe trabalhadora.


Ao final, classificou as eleições de 2026 como o tema mais importante do próximo período, defendendo a necessidade de eleger parlamentares comprometidos com a população. “Hoje temos um Congresso Nacional e uma Câmara extremamente hostis aos trabalhadores. É fundamental mudar essa correlação de forças”, concluiu




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