19/02/2026
O Índice de Miséria no Brasil pode alcançar o menor nível desde o início da série histórica, em 2012, de acordo com projeções do banco Santander. O indicador, que atualmente está em 11%, deve recuar de forma consistente ao longo do primeiro semestre de 2026. Segundo a CNN Brasil, as estimativas contidas no Brazil Macro Special Report apontam que o índice pode atingir cerca de 9% na primeira metade de 2026, configurando a mínima histórica da série. Após esse patamar, o estudo aponta que o indicador deve subir levemente no segundo semestre, encerrando o ano entre 9,5% e 10%, ainda em níveis considerados baixos.
O que mede o índice de miséria
O Índice de Miséria é calculado a partir da soma da inflação acumulada em 12 meses e da taxa de desemprego. A métrica funciona como um termômetro das condições econômicas enfrentadas pela população.
Em entrevista ao CNN Money, o economista do Santander Henrique Danyi explicou que o indicador reflete diretamente o cotidiano das famílias. “Esse indicador responde duas questões ao mesmo tempo: se o dinheiro das pessoas é suficiente para suas necessidades e se sua fonte de renda é estável”, afirmou.
Mercado de trabalho impulsiona melhora
De acordo com o economista, a principal força por trás da queda projetada é o desempenho do mercado de trabalho. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a taxa de desemprego caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor nível desde 2012.
Nos três últimos meses de 2026, a população desocupada somou 5,5 milhões de pessoas. Para Danyi, a trajetória recente ajuda a explicar o movimento do indicador. “Quando a gente fala dessa melhora generalizada que tivemos nos últimos anos, muito disso foi puxado pelo mercado de trabalho, pela resiliência que vemos recentemente”, destacou.
Diferenças regionais no indicador
O relatório também evidencia contrastes entre as regiões do país. No Sudeste, Vitória (ES) aparece como destaque positivo, com os menores índices de desconforto econômico da região.
No Sul, há maior uniformidade entre as regiões metropolitanas analisadas. Já Norte e Nordeste seguem em trajetória de queda, mas ainda registram patamares acima da média nacional.
Fonte: Brasil 247 via Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
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