27/02/2026
O presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, participa, na manhã desta sexta-feira 27 de fevereiro, de agenda promovida pela Confederação Sindical das Américas (CSA), realizada na Cidade do México. O encontro reúne lideranças sindicais de diversos países para debater ações não sindicalistas relacionadas à realidade de Cuba e seus impactos sociais e econômicos na região.
A atividade teve como eixo central o slogan “Cuba sí, bloqueo no”, reafirmando a posição histórica de solidariedade dos movimentos sindicais latino-americanos contra o bloqueio econômico imposto à ilha. O debate destacou a importância de fortalecer iniciativas de caráter humanitário, social e político que contribuam para o desenvolvimento do povo cubano, especialmente diante das dificuldades estruturais enfrentadas pelo país.
Durante sua intervenção, Ricardo Patah ressaltou a necessidade de ampliar a cooperação internacional baseada na justiça social e na defesa da soberania dos povos. Para ele, o movimento sindical não pode restringir sua atuação apenas às pautas trabalhistas tradicionais, mas deve dialogar com temas que impactam diretamente as condições de vida da classe trabalhadora em âmbito global.
Patah citou como exemplo a experiência do Programa Mais Médicos, que contou com a participação de profissionais cubanos e desempenhou papel fundamental na ampliação do acesso à saúde em regiões periféricas e municípios de difícil provimento no Brasil. Segundo ele, o programa representou uma demonstração concreta de cooperação internacional voltada à garantia de direitos sociais básicos, beneficiando milhões de brasileiros que antes não tinham atendimento médico regular.
“O movimento sindical tem responsabilidade histórica de defender a vida, a dignidade e os direitos sociais. A solidariedade entre os povos precisa se traduzir em ações práticas que impactem positivamente a população, especialmente nas áreas de saúde, educação e proteção social”, afirmou o presidente da UGT.
Ele destacou ainda que a integração regional deve estar fundamentada na democracia, na autodeterminação e na construção de políticas públicas que reduzam desigualdades. Para Patah, a defesa de Cuba no cenário internacional não se limita a uma posição ideológica, mas representa a defesa do princípio de que nenhum povo deve ser penalizado por disputas geopolíticas.
O dirigente anunciou que o debate sobre Cuba e a defesa da soberania dos povos estarão presentes nas mobilizações do 1º de Maio de 2026, organizadas pelas centrais sindicais brasileiras. A proposta é ampliar a pauta para além das reivindicações salariais e trabalhistas, incorporando temas de caráter internacional e humanitário que dialoguem com os desafios contemporâneos da classe trabalhadora.
O evento promovido pela CSA consolida-se como espaço estratégico de articulação continental, reunindo entidades comprometidas com a cooperação internacional e o fortalecimento das relações entre os trabalhadores das Américas. A presença da UGT reafirma seu protagonismo no cenário internacional e sua atuação ativa nas agendas que conectam direitos trabalhistas, direitos sociais e integração regional.
Ao participar da agenda na Cidade do México, Ricardo Patah reforça o compromisso da UGT com uma atuação sindical que ultrapassa fronteiras nacionais, dialoga com os grandes temas globais e contribui para a construção de uma América Latina mais justa, solidária e socialmente integrada.
UGT - União Geral dos Trabalhadores