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UGT e SECSP reforçam luta sindical contra o feminicídio e pela dignidade das mulheres no 8 de Março


09/03/2026

No domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) participaram dos atos realizados na Avenida Paulista, em São Paulo, que integraram uma mobilização nacional em pelo menos 18 capitais brasileiras pelo fim da violência contra as mulheres. A presença sindical reafirma que a luta contra o feminicídio e pela igualdade de gênero é também uma pauta do movimento dos trabalhadores.


A violência contra as mulheres segue em patamares alarmantes no Brasil. O feminicídio, crime que escancara o ódio contra a condição feminina, cresce em várias regiões do país. Em Belo Horizonte, 160 cruzes foram fincadas na Praça da Liberdade, simbolizando as vítimas de feminicídio entre 2025 e 2026. Cada cruz representa uma história interrompida e uma família marcada pela dor. Esse gesto reforça que o 8 de março não pode ser apenas uma data de celebração, mas também de denúncia e mobilização.


Em São Paulo, estiveram presentes Maria Edna Medeiros, secretária da Mulher da UGT, e Isabel Kausz, diretora da Secretaria da Mulher do SECSP. Ao comentar sobre o ato, Maria Edna afirmou:

“O Brasil que queremos não é um lugar onde as mulheres apenas sobrevivam, mas onde vivam com liberdade, segurança e dignidade. 2026 é o ano de todos e todas se juntarem à luta contra o feminicídio no Brasil. E ampliar o olhar para além das vítimas, pois os filhos do feminicídio permanecem aqui, em lares disfuncionais, perpetuando um modelo de violência.”


Além da denúncia contra a violência de gênero, o movimento sindical também destacou como práticas trabalhistas injustas aprofundam a desigualdade. A escala 6×1, ainda aplicada em diversos setores do comércio, é um exemplo claro: ela prejudica especialmente as mulheres, que acumulam dupla jornada entre o trabalho e as responsabilidades domésticas e familiares. Essa forma de organização do trabalho limita o convívio social, impede o descanso adequado e reforça a sobrecarga que recai sobre as trabalhadoras. Por isso, o fim da escala 6×1 é também uma bandeira de luta sindical, pois garantir condições dignas de trabalho é parte essencial do combate à violência estrutural contra as mulheres.


Outras capitais também deram visibilidade à luta: no Rio de Janeiro, mulheres ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana; em Brasília, o ato percorreu da Funarte ao Palácio do Buriti; em Porto Alegre, uma performance artística denunciou o feminicídio com sapatos femininos manchados de vermelho; em Salvador, o mote foi “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”; e em Belém, centenas de mulheres marcharam pelas ruas centrais da cidade.


A UGT e o SECSP reafirmam que o movimento sindical tem papel fundamental nessa luta. Defender as trabalhadoras significa também lutar contra o feminicídio, contra a exploração e contra todas as formas de violência que atingem as mulheres. O 8 de março é um marco de resistência e esperança, e nossa atuação seguirá firme até que todas as mulheres possam viver livres, seguras e com dignidade — dentro e fora do ambiente de trabalho.






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