09/03/2026
O Encontro Nacional de Mulheres Ugetistas, realizado nesta segunda-feira (09/03/2026), reuniu lideranças sindicais de todo o país em formato híbrido para debater os desafios e avanços na luta por igualdade de gênero, valorização das mulheres no mundo do trabalho e enfrentamento à violência. Promovido pela Secretaria da Mulher da UGT, o evento foi conduzido por sua representante, Maria Edna Ferreira de Medeiros, e contou com a participação de importantes lideranças da central.
Entre os presentes estavam Ricardo Patah, presidente nacional da UGT, Cássia Bufelli, vice-presidente da UGT, Cleonice Caetano, também vice-presidente da central, e Canindé Pegado, secretário-geral da UGT, que destacaram a importância do fortalecimento das políticas voltadas às mulheres trabalhadoras e do papel do movimento sindical na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Durante os debates, uma ideia central permeou todas as falas: a necessidade de responsabilidade compartilhada entre homens e mulheres na luta pela igualdade e pelo fim das diversas formas de violência e discriminação. As lideranças ressaltaram que o enfrentamento dessas questões não pode ser uma pauta restrita às mulheres, mas sim um compromisso coletivo de toda a sociedade.
O presidente da UGT, Ricardo Patah, reforçou que o movimento sindical tem papel fundamental na promoção da igualdade e na defesa de ambientes de trabalho mais justos e seguros. Segundo ele, ampliar a participação feminina nas estruturas sindicais e nos espaços de decisão é essencial para garantir avanços concretos nas políticas de proteção, valorização profissional e combate às desigualdades.
A representante do SENAEC do Ministério das Mulheres, Rosane Silva, também participou do encontro e trouxe importantes reflexões sobre o cenário atual. Em sua fala, destacou que o enfrentamento à violência contra as mulheres exige uma mobilização ampla, que envolva instituições, governos e toda a sociedade.
Rosane enfatizou que os homens precisam abraçar essa causa, entendendo que o combate à violência de gênero não é apenas uma pauta feminina, mas uma responsabilidade coletiva. Para ela, somente com a participação ativa de todos será possível transformar a realidade e garantir segurança e dignidade para as mulheres.
Outro ponto destacado por Rosane Silva foi a necessidade de consolidar políticas permanentes de proteção e promoção da igualdade. Segundo ela, a meta do governo é construir uma agenda de Estado, e não apenas políticas de governo.
“Governos passam, mas o Estado permanece. Por isso, precisamos garantir que as mulheres estejam no centro das políticas públicas, de forma permanente e estruturada”, afirmou.
O Encontro Nacional de Mulheres Ugetistas reforçou as ações da UGT visando a promoção da igualdade de gênero, o combate à violência e a defesa de direitos. O evento também reforçou que o movimento sindical tem papel estratégico na construção de políticas que assegurem dignidade, respeito e oportunidades para todas as trabalhadoras brasileiras.
UGT - União Geral dos Trabalhadores