16/03/2026
Na última sexta-feira, 13/03, o SINTETEL, por meio da Secretaria da Mulher, realizou o encontro “Mulheres Conectadas com o Poder” como parte da programação do Março Mulher 2026. Cerca de 100 mulheres sindicalistas e aposentadas do estado se São Paulo participaram do evento.
A mesa de abertura foi composta por: Gilberto Dourado – presidente do SINTETEL, Maria Edna Medeiros – secretária da Mulher do Sindicato, Cristiane do Nascimento – diretora Secretária do SINTETEL, Vivien Suruagy – presidente da Feninfra e Iara Martins – presidente do SINTTEL – RN.
O encontro, além de fazer parte do processo de formação das mulheres do SINTETEL, tem por objetivo analisar o cenário atual, diante da crescente de casos de feminicídio.
“Este é um momento para observarmos todos os cenários, e este que estamos é um muito atípico. Essa é uma oportunidade de não só discutirmos as questões relacionadas ao movimento sindical, mas principalmente as questões políticas sociais. Isso faz com que tenhamos um olhar diferente, inclusive para nossas preocupações cotidianas”, disse a secretária da Mulher do SINTETEL, Maria Edna.
Na ocasião, Maria Edna aproveitou e fez uma homenagem às aposentadas presentes pedindo uma salva de palmas para as mulheres que ajudaram a construir a história das telecomunicações.
Em sua apresentação, o presidente do SINTETEL, Gilberto Dourado pautou o posicionamento da entidade em relação aos atos de violência de gênero. “Nós, enquanto sindicatos, precisamos estar à frente desta luta. Fazer movimentos, exigir mais ações e políticas públicas, denunciar e criar mecanismos para que as mulheres se sintam acolhidas e protegidas. Esses momentos servem, principalmente, para despertar a consciência para a luta. Precisamos fazer essa defesa, por todas as companheiras. Tem que ter respeito pelas mulheres”, disse o presidente do SINTETEL.
A representante patronal Vivien Suruagy, ao comentar sobre feminicídio, disse que, esta é uma pauta que preocupa toda a sociedade. “Eu fiquei estarrecida com os números da quantidade de mulheres que morrem diariamente. Isso é uma loucura. É uma ridicularização cotidiana da mulher. Ao mesmo tempo, devemos ter presença para negociar, reivindicar, defender nossa vontade de escolha e ocupar todos os espaços”, destacou.
A companheira Iara Martins, presidente do SINTTEL – RN, trouxe sua contribuição e parabenizou o SINTETEL pelo evento destacando a parceria entre as entidades.
Já a vice-presidente da FENATTEL e dirigente do SINTETEL, Cristiane do Nascimento enfatizou que “só com a nossa união é possível amenizar esse cenário. Temos muita luta pela frente”, disse. Na ocasião, Cristiane falou do projeto de uso de tornozeleira eletrônica por agressores, que surgiu no SINTETEL. “Essa é uma discussão que se iniciou aqui no SINTETEL. E entregou uma carta à presidente da FENINFRA, com o projeto de discussão interna nas empresas que fazem parte da federação patronal, cujo objetivo é que os homens também participem de debates internos, por meio da CIPA ou outras áreas de formação, sobre NÃO violência contra as mulheres.
Além disso, precisamos conscientizar também os homens, por isso a nossa ideia é realizar campanhas de formação com os homens dentro das empresas”, concluiu.
Após a cerimônia de abertura, a psicóloga Roseli Banbisnsky falou sobre seu trabalho relacionado à equidade racial e saúde mental que desenvolve à frente do Centro de Referência da Promoção da Igualdade Racial (CRPIR). Na ocasião a palestrante estava acompanhada das psicólogas Patrícia e Gleici, que são estagiárias no CRPIR.
A programação seguiu na parte da tarde com a socióloga Deise Recoaro. Após a apresentação de um desenho animado sobre a realidade da dupla jornada das mulheres, ela conversou sobre sua atuação como militante feminista. Apresentou dados que mostram as condições de exploração das mulheres. “Não é possível seguir naturalizando essa situação, como quem diz ‘Deus quis assim’. É preciso entender, discutir e desconstruir a lógica da divisão do trabalho da mulher”, disse a ativista.
As organizadoras do evento divulgaram a campanha pela Ratificação da Convenção 190 da OIT que é o primeiro tratado internacional a reconhecer o direito de todas as pessoas a um ambiente de trabalho livre de violência e assédio, incluindo assédio de gênero e violência doméstica com reflexos no trabalho. A atividade foi finalizada com a dinâmica do espelho, a qual foca na autoestima, no autoconhecimento, no valor individual e no trabalho de EMPODERAMENTO de todas as presentes.
Para encerrar as atividades houve um descontraído sorteio de livros com distribuição de lembranças às participantes.
Fonte: Sintetel
UGT - União Geral dos Trabalhadores