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A redução da taxa Selic e os impactos na economia nacional


16/03/2026

A decisão sobre a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, volta ao centro das discussões econômicas nesta semana. Atualmente em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, a taxa está entre as mais altas do mundo e tem sido alvo de críticas de representantes do setor produtivo e do movimento sindical. Definida pelo Banco Central por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic serve como referência para diversas outras taxas de juros do país, como as de empréstimos, financiamentos e investimentos, e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) avalia que o patamar elevado dos juros dificulta o crescimento da economia brasileira.

O aumento do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, fez economistas reduzirem a expectativa de corte da taxa no Brasil.  Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, o mercado agora projeta uma redução menor da taxa Selic: 0,25 ponto porcentual, em comparação com a redução esperada de 0,50 ponto porcentual. Mesmo diante desse cenário, a UGT reforça que há espaço para uma redução mais significativa dos juros. 


De acordo com dados recentes, mais de 5.500 empresas entraram em recuperação judicial em 2025, cenário associado por analistas ao alto custo do crédito e à dificuldade de financiamento para manter ou expandir atividades produtivas. Com a porcentagem atual da taxa, o Brasil aparece entre os países com maiores juros do mundo, mas diversos indicadores econômicos mostram que o país apresenta condições para iniciar uma redução gradual da taxa. 

Para trabalhadores(as) e famílias, os efeitos são sentidos diretamente no cotidiano. Com juros altos, financiamentos e compras parceladas ficam mais caras, enquanto o poder de compra diminui. Além disso, o acesso ao crédito se torna mais restrito, dificultando o consumo e agravando a situação de famílias já endividadas. Por outro lado, o Banco Central defende que a cautela na redução da Selic é necessária para garantir o controle da inflação e manter a estabilidade econômica, sendo a elevação dos juros um dos principais instrumentos de política monetária usados para reduzir o consumo e conter o aumento dos preços. 

A decisão do Copom deve influenciar diretamente o ritmo da economia brasileira nos próximos meses, afetando desde empréstimos até o nível de atividade do comércio e da indústria. Para a UGT, no entanto, a prioridade deve ser equilibrar o controle da inflação com políticas que promovam crescimento econômico e melhores condições de vida para a população.





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