17/03/2026
Trabalhadores da empresa Sakura entraram em greve após assembleias realizadas na última sexta-feira, 13, motivados pela decisão da empresa de pagar apenas 50% do valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) prevista no plano de metas. A medida gerou forte indignação na categoria, uma vez que a própria empresa havia divulgado, por meio de comunicado fixado em seu mural interno, que as metas haviam sido atingidas em 100%, o que garantiria o pagamento correspondente a um salário nominal integral para cada trabalhador.
Durante o movimento, o sindicato conseguiu estabelecer contato com trabalhadores demitidos entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano. De acordo com relatos e documentos obtidos pela entidade, esses empregados receberam o pagamento equivalente a 100% do salário nominal referente à PLR no momento da homologação das rescisões contratuais. O material foi reunido e encaminhado ao negociador da empresa, Dr. Voney, como forma de demonstrar a inconsistência no critério adotado pela direção da Sakura.
Em meio à paralisação, a empresa ingressou com ação judicial contra o sindicato e contra o movimento grevista. A audiência foi agendada para esta segunda-feira, 16. No entanto, no sábado,14, por volta das 15 horas, o advogado da empresa entrou em contato reconhecendo o equívoco e apresentando uma nova proposta. Na mesma data, já foi efetuado o pagamento de 50% do valor da PLR aos trabalhadores, ficando firmado o compromisso de quitação dos 50% restantes no prazo de até 30 dias. Além disso, a empresa assegurou que os dias de paralisação não serão descontados dos trabalhadores.
Diante da proposta apresentada, realizamos nova assembleia na manhã desta segunda-feira, 16, e os trabalhadores aprovaram o retorno às atividades, mantendo a expectativa e a cobrança pelo cumprimento do compromisso assumido pela empresa quanto ao pagamento integral da PLR.
Seguiremos acompanhando os desdobramentos do caso e a efetivação do acordo firmado, reafirmando a importância da mobilização coletiva na defesa dos direitos e das conquistas dos trabalhadores.
Fonte: STILASP
UGT - União Geral dos Trabalhadores