26/03/2026
A União Geral dos Trabalhadores (UGT), por meio de seu secretário-geral, Francisco Canindé Pegado, participou, no dia 24 de março, de uma audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater a PEC nº 221 de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho no Brasil.
Durante sua fala, Pegado ressaltou a urgência de acabar com a escala que impõe seis dias de trabalho para apenas um de descanso. Ele destacou ainda que a redução da jornada pode gerar mais empregos e melhorar o desempenho dos trabalhadores, já que, mais descansadas, as pessoas tendem a ser mais produtivas e engajadas em suas atividades.
De acordo com Pegado, é imprescindível o fim da jornada escravocrata, como a escala 6x1, sem que haja redução de salário. Esse modelo adoece e retira do trabalhador(a) o direito básico ao lazer e à convivência familiar. Além disso, a realidade de muitos brasileiros torna a situação ainda mais desgastante: em média, os trabalhadores levam mais de uma hora para chegar ao local de trabalho, o que amplia o cansaço diário. No caso das mulheres, o cenário é ainda mais preocupante, devido à dupla jornada, que inclui as responsabilidades domésticas após o expediente.
A UGT defende a redução da jornada para, no máximo, 40 horas semanais, sem redução salarial, com a adoção da escala 5x2, garantindo melhores condições de vida e mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
UGT - União Geral dos Trabalhadores