27/03/2026
Mesmo com a leve alta na taxa de desocupação, os dados mais recentes mostram um cenário ainda positivo para o mercado de trabalho brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro — aumento influenciado, principalmente, pelo fim dos contratos temporários de final de ano. Ainda assim, trata-se do menor índice para esse período desde o início da série histórica, em 2012.
O número de pessoas em busca de emprego chegou a 6,2 milhões, 600 mil a mais que no trimestre anterior. No entanto, o cenário segue favorável quando analisado de forma mais ampla, especialmente, o fechamento do índice em 2025, que foi de 5,3%, e diante do fortalecimento da renda, o que reforça a consistência da recuperação do emprego no país e a manutenção de um ambiente mais favorável para os trabalhadores e as trabalhadoras.
O rendimento médio do trabalhador atingiu um novo recorde, chegando a R$ 3.679, com crescimento de 2% no trimestre e de 5,2% na comparação anual. Esse avanço não ocorre por acaso. A atuação do movimento sindical tem sido decisiva para garantir ganhos reais aos trabalhadores e às trabalhadoras.
Dados do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostram que, em 2025, 77,7% das negociações coletivas resultaram em reajustes acima da inflação. Outros 14,1% ficaram em linha com a inflação, enquanto apenas 8,2% tiveram perdas. Ao todo, foram analisados mais de 21 mil reajustes salariais, com ganho real médio de 0,87%, considerando o INPC-IBGE.
Para a UGT, os números reforçam que, mesmo diante de oscilações pontuais, o mercado de trabalho segue resiliente. Mais do que isso, evidenciam a importância da negociação coletiva e da organização sindical como instrumentos fundamentais para a valorização da renda e a melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.
UGT - União Geral dos Trabalhadores