16/04/2026
Na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, Brasília foi palco de um dos mais importantes momentos da luta sindical brasileira com a realização da CONCLAT 2026 — a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Organizado pelas principais centrais sindicais do país, o ato reuniu trabalhadores e trabalhadoras de todos os estados da federação e das mais diversas categorias profissionais, consolidando um grande movimento de mobilização nacional em defesa de direitos, melhores condições de trabalho e justiça social.
A atividade teve como ponto central a Marcha da Classe Trabalhadora, que percorreu a Esplanada dos Ministérios e culminou na entrega da pauta de reivindicações aos presidentes dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O documento reúne propostas fundamentais para o próximo período, refletindo as demandas urgentes da classe trabalhadora brasileira.
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) teve forte presença no ato, com delegações vindas de todas as regiões do país, reafirmando seu compromisso com a unidade sindical e com a construção de um Brasil mais justo e igualitário. Dirigentes sindicais, lideranças de base e trabalhadores marcharam juntos, demonstrando a força da organização coletiva.
Durante seu discurso, o presidente da UGT, Ricardo Patah, fez duras críticas à atual realidade enfrentada por muitos trabalhadores, destacando especialmente a jornada de trabalho na escala 6x1. Segundo ele, esse modelo é “análogo à escravidão”, por impor uma rotina exaustiva que compromete a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. Patah também ressaltou a importância do cenário político, afirmando que é necessário eleger não apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também um Congresso Nacional e um Senado comprometidos com as pautas da classe trabalhadora.
Paulo Roberto, presidente da UGT Minas Gerais destacou que a luta sindical vai além das mobilizações e passa também pela garantia de condições estruturais para atuação das entidades. Ele enfatizou a necessidade do custeio obrigatório para os sindicatos laborais, semelhante ao que ocorre com as entidades patronais. Segundo ele, sem esse suporte, o movimento sindical corre o risco de enfraquecimento, prejudicando diretamente os trabalhadores representados.
Já Ronildo Almeida, da UGT Sergipe, reforçou a importância da presença nacional da central e destacou a insatisfação crescente com as jornadas excessivas. Para ele, a manifestação é fundamental para dar visibilidade às reivindicações e pressionar o Congresso a avançar em pautas essenciais.
Nilson Duarte, da UGT Rio de Janeiro, ressaltou o peso político do ato, especialmente por ocorrer em ano eleitoral. Ele destacou o compromisso da classe trabalhadora em atuar para a eleição de representantes alinhados com suas demandas, reforçando a importância da unidade entre as centrais sindicais.
Manassés Oliveira da Silva, da UGT Paraná, destacou o caráter histórico da CONCLAT, ressaltando que o evento reafirma a trajetória de luta do movimento sindical brasileiro. Ele também evidenciou o papel plural da UGT, que reúne diferentes correntes políticas e categorias em torno de um objetivo comum.
Amauri Mortágua, da UGT São Paulo, celebrou o espírito de unidade presente na mobilização. Segundo ele, a retomada da união entre as centrais sindicais é um dos maiores patrimônios da classe trabalhadora e representa um avanço significativo na luta por direitos.
Norton Jubelli, da UGT Rio Grande do Sul, afirmou estar positivamente impactado com a força da mobilização e com a presença massiva de dirigentes de todo o país. Para ele, a CONCLAT 2026 demonstra a capacidade de articulação do movimento sindical e reforça a pressão sobre o Congresso Nacional para que volte a representar, de fato, os interesses da população trabalhadora.
A CONCLAT 2026 reafirma, portanto, a importância da organização coletiva e da unidade sindical como instrumentos fundamentais para a conquista e manutenção de direitos. Em um cenário de desafios e transformações no mundo do trabalho, o evento se consolida como um marco na luta por dignidade, justiça social e valorização da classe trabalhadora brasileira.
UGT - União Geral dos Trabalhadores