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Patah reforça luta pelo fim da escala 6x1 em reunião com governo e parlamentares


05/05/2026

Na manhã desta terça-feira, 5 de maio, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, participou de uma importante reunião no Gabinete da Liderança do Governo, em Brasília. O encontro reuniu representantes das centrais sindicais, técnicos do DIEESE e parlamentares engajados no debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil.


Entre os presentes, destacaram-se os deputados federais Alencar Santana e Leo Prates, que assumirão, respectivamente, a presidência e a relatoria da comissão especial responsável por analisar PEC 221/19, que tratam da mudança na jornada de trabalho. Também participaram do encontro o deputado federal e vice-presidente da UGT Luiz Carlos Mota, além dos parlamentares Paulo Pimenta e Alfredinho.


Durante sua intervenção, Patah reafirmou que a redução da jornada de trabalho é uma bandeira histórica da UGT. Segundo ele, a central representa cerca de 12 milhões de trabalhadores, especialmente nos setores de comércio e serviços — áreas diretamente impactadas pela escala 6x1, setores majoritariamente femininos e compostos por trabalhadoras que, muitas vezes, estão sujeitas a triplas jornadas de trabalho. O dirigente sindical destacou que esse modelo de jornada está associado a altos índices de adoecimento mental, incluindo o crescimento significativo de casos de burnout e outras enfermidades relacionadas ao excesso de trabalho.


Para Patah, o debate sobre o fim da escala 6x1 precisa considerar os impactos sociais e econômicos da atual realidade. Ele rebateu argumentos do setor patronal de que a mudança encareceria o custo de vida, afirmando que a sociedade já paga um preço elevado pelas consequências dessa jornada exaustiva. “Quando o trabalhador adoece, há afastamento, sobrecarga no SUS, uso contínuo de medicamentos e impacto direto na Previdência Social. Ou seja, o custo já existe — e é alto”, afirmou.


O presidente da UGT também fez uma analogia com outros temas de saúde pública, questionando se vale mais manter práticas prejudiciais em nome da arrecadação ou investir na prevenção e na qualidade de vida da população. “É urgente virar essa página da história e construir um modelo mais humano de trabalho”, reforçou.


Outro ponto discutido na reunião foi a definição de estratégias para ampliar o debate nacional sobre o tema, incluindo a realização de audiências públicas nos estados da Paraíba, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. A expectativa é que essas iniciativas fortaleçam o diálogo com a sociedade e contribuam para avanços concretos na legislação trabalhista brasileira.




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