07/05/2026
Rotina de risco, pressão psicológica, longas jornadas, baixa remuneração, acidentes, mortes e ainda por cima discriminação são situações vividas pelos entregadores todos os dias, mergulhados na maior precarização que o setor de motofrete já viveu.
Enquanto empresas de app ficam bilionárias, a precarização do trabalho dos entregadores de delivery atingiu um nível absurdo e insustentável.
Esses trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas para garantir a entrega de comida e produtos, muitas vezes sem qualquer suporte das grandes plataformas.
A rotina é frenética, com entregadores realizando mais de 30 entregas de comida ou ultrapassando 100 pacotes de e-commerce diariamente em jornadas de trabalho que duram até 16 horas.
Essa pressão por velocidade é constante e imposta por algoritmos que não consideram a segurança humana. Tudo isso apoiado e patrocinado pelas empresas de aplicativo que não cederam as reivindicações dos trabalhadores do setor.
O governo federal, da sua parte, jogou à toalha e mandou para o STF a decisão do assunto.
O resultado dessa busca frenética por produtividade e um salário que pague as contas básicas, é trágico, resultando em um alto índice de acidentes e mortes nas vias urbanas de entregadores. A pressa para cumprir metas irreais coloca a vida desses profissionais em risco diariamente.
Financeiramente, a situação é desoladora, pois mesmo trabalhando exaustivamente, ganham no máximo R$ 200 por dia e arcam com todos os custos do exercício da profissão.
Esse valor bruto ainda precisa cobrir todos os custos que os entregadores tem para manter à saúde.
Por fim, os entregadores arcam com todo o custo da profissão, incluindo manutenção da moto ou bike, combustível, seguro e alimentação. Essa conta não fecha, tornando a precarização um ciclo cruel de exploração.
Fonte: Jornal Voz do Motoboy
UGT - União Geral dos Trabalhadores