26/05/2026
A escala 6x1 atinge cerca de 14,8 milhões de brasileiros, conforme levantamento do Dieese. A discussão ganhou força na Câmara dos Deputados após o adiamento da leitura do parecer devido à pressão de parlamentares contrários à mudança. Os dados do Dieese mostram que a jornada extensa faz parte da realidade da maioria dos trabalhadores formais do País. Cerca de 64% cumprem mais de 40 horas semanais, enquanto 75% dos celetistas ultrapassam esse limite. Setores como transporte aéreo, hospedagem, alimentação e comércio concentram os maiores índices de trabalhadores na escala 6×1, principalmente por funcionarem de forma contínua e com horários prolongados.
PRIORIDADES
Enquanto empresários de comércio e serviços demonstram resistência à alteração da jornada, estudos e experiências de empresas que adotaram escalas alternativas indicam melhora no engajamento e na produtividade dos funcionários. Pesquisas apontam que a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 são prioridades para a maioria dos trabalhadores entrevistados, que associam jornadas menores a melhores condições de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
REDUÇÕES
Os defensores da mudança argumentam que jornadas menos exaustivas podem reduzir afastamentos, rotatividade e problemas de saúde física e mental. Além do tempo no trabalho, milhões de brasileiros enfrentam longos deslocamentos diários, o que amplia o desgaste. Segundo o Dieese, muitos trabalhadores passam horas no trânsito todos os dias, reduzindo o tempo disponível para descanso, lazer, estudos e convivência familiar.
CURTA
É GOL! - A proximidade da Copa do Mundo de 2026 (11/06) tem gerado grande expectativa no comércio brasileiro. Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil aponta que 60% dos consumidores pretendem comprar produtos ou serviços relacionados ao evento, o que representa cerca de 99,2 milhões de pessoas. O torneio é visto pelo varejo como uma espécie de “Segundo Natal”, movimentando tanto lojas físicas quanto plataformas digitais e fortalecendo o consumo ligado à tradição de assistir aos jogos em grupo.
Fonte: FECOMERCIÁRIOS
UGT - União Geral dos Trabalhadores