26/05/2026
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebeu, na noite da última sexta-feira (22), a segunda edição do prêmio Legado do Orgulho, que homenageou 23 lideranças LGBTQIA+ por atuação social na luta contra o preconceito.
Mais do que a entrega de certificados, a cerimônia foi um encontro de histórias que sobreviveram, resistiram e que seguem transformando o mundo e São Paulo em um lugar melhor para todos.
"São pessoas que lembram que a democracia não chegou a todos os lugares e que fazem o que o estado não faz: acolhem as pessoas LGBTs em situação de vulnerabilidade", afirmou a deputada Mônica Seixas do Movimento Pretas (Psol), proponente do evento.
Para a parlamentar, o nome da premiação vem justamente da ideia de honrar o legado de todas as pessoas que lutaram com sangue e suor para que hoje se possa vestir a cores da bandeira arco-íris com orgulho.
"O prêmio é estar vivo e continuar lutando", afirmou Nelson Matias, homenageado e presidente da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Mesmo sendo organizador da maior parada LGBT do mundo, que acontece todo mês de junho na Avenida Paulista, ele destacou que ainda é preciso ir às ruas para serem vistos e tratados como cidadãos, com igualdade e direitos.
Durante o evento, foram entregues 23 moções de aplauso a lideranças de diferentes expressões das lutas LGBTQIA+, como artistas, organizadores de eventos e organizações religiosas. Também esteve presente na premiação a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP).
Reconhecimento
Cada homenageada teve um momento de fala, em que ressaltaram que o futuro é construído pela coragem de existir, amar e lutar coletivamente. Entre elas, está a MC Trans, cantora e influenciadora de funk, ela é uma das vozes militantes mais conhecidas da comunidade trans no Brasil.
Lutando há mais de 10 anos para sobreviver no país que mais mata pessoas LGBTs, como comprova o relatório anual do Grupo Gay da Bahia (2026), a MC comentou que se sentiu reconhecida com o convite. "Fiquei surpresa quando recebi a notícia de que seria homenageada, mas claro que é muito mais interessante quando a gente é homenageada em vida", disse.
Uma vez que o Brasil continua a liderar o ranking mundial de assassinatos de pessoas LGBT?s, a MC destacou a importância de ocupar espaços com o Parlamento Paulista como sinônimo não só de reconhecer a luta constante de cada pessoa e entidade, mas sobretudo da luta coletiva.
"É fundamental mostrar para as pessoas que nós somos minoria por conta da sociedade, mas a nossa força não é pequena porque nós somos uma explosão de sobrevivência e de vivência", completou.
Fonte: ALESP
UGT - União Geral dos Trabalhadores