27/05/2026
A aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece o fim da escala 6x1 representa uma conquista histórica para a classe trabalhadora brasileira.
As Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos celebram este importante marco para as trabalhadoras e os trabalhadores do país.
Destacamos o amplo processo democrático de negociação institucional e diálogo social construído junto aos deputados e deputadas, bem como o compromisso público demonstrado pelo Governo Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conferiu centralidade a esta pauta tão relevante para o povo brasileiro.
A medida beneficiará milhões de pessoas pelo país, que
poderão contar com mais tempo para cuidados com a saúde, convivência com a
família, formação, lazer, ou seja, para usufruir como melhor lhe convém. A
forma como a proposta deverá ser implementada também oferece aos setores
econômicos um horizonte claro de adaptação e transição, compatível com as
transformações do mundo do trabalho e da organização produtiva contemporânea.
Estudos e experiências internacionais demonstram que a
redução da jornada tende a elevar a produtividade, qualificar o tempo de
trabalho e gerar novos postos de emprego. São avanços que fortalecem o
desenvolvimento nacional com soberania, inclusão social e valorização do
trabalho.
Toda a mobilização em torno da luta pela redução da jornada
e pelo fim da escala 6x1 — incluindo audiências públicas, cobertura da
imprensa, entrevistas, debates, manifestações populares, discursos e
posicionamentos de sindicalistas e representantes do movimento sindical —
constitui um rico processo de aprendizado político para toda a sociedade
brasileira. Trata-se de uma conquista histórica construída com participação
social, mobilização e diálogo democrático.
É fundamental que esse aprendizado se converta em
consciência na hora de eleger parlamentares, governadores, senadores e
presidente da República, ou seja, representantes comprometidos com o povo e com
a valorização do trabalhador.
As Centrais Sindicais e todo o movimento sindical iniciam,
desde já, a mobilização para a próxima etapa de debates no Senado Federal,
confiantes de que o presidente Davi Alcolumbre dará celeridade à tramitação
legislativa naquela Casa, para garantir a aprovação definitiva desses direitos
fundamentais.
Viva esta vitória da classe trabalhadora
brasileira!
Brasília, 27 de maio de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
UGT - União Geral dos Trabalhadores