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Trabalhadores do Cândido Ferreira entram em estado de greve e Sinsaúde consegue a liberação dos salários


10/06/2026

Fonte: Federação da Saúde

Os trabalhadores do Serviço Cândido Ferreira decidiram, em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (9), entrar em estado de greve, com indicativo de paralisação a partir do dia 15 de junho, devido ao atraso no pagamento dos salários desde o dia 5. Paralelamente, o Sinsaúde negociava com o prefeito em exercício, Wanderley de Almeida, e, ao final da assembleia, às 16h, o presidente do Sinsaúde, Edison Laércio de Oliveira, recebeu a informação do Poder Executivo de que a verba foi transferida para o Cândido fazer o pagamento dos funcionários.


“Recebemos a notícia de que o dinheiro já está na conta do Cândido. Vamos aguardar em estado de greve até que os salários sejam depositados para os trabalhadores e só então a greve será suspensa”, afirma o diretor sindical, André Luís Costa, que é funcionário do Cândido.


A assembleia na sede do Sindicato contou com a participação de trabalhadores, que aprovaram por unanimidade o estado de greve. “Todos estavam muito apreensivos com a falta de pagamento, porque o atraso gera prejuízo aos trabalhadores que têm contas a pagar”, afirma a diretora sindical, Ester Concetta, que também é funcionária do Cândido.


Participaram da assembleia também os diretores: José Augusto Sousa, Adriana Rocha, Odair Pires, Peter Silva, Carlos Rogério Reis, Alexssandra da Silva e Isabela Sales.


O que aconteceu

Na sexta-feira passada, dia do pagamento, o Serviço Cândido Ferreira surpreendeu seus trabalhadores com um informativo de que a Prefeitura não havia realizado o repasse financeiro para a entidade devido a uma divergência na prestação de contas da entidade. Apesar de entregar os holerites, os salários não caíram nas contas.


Ao saber do atraso, o Sindicato convocou uma assembleia de greve para esta terça e iniciou tratativas com o Cândido e a Prefeitura para que os trabalhadores não fossem prejudicados ainda mais.


O Acordo Coletivo de Trabalho assinado entre o Sinsaúde e o Cândido Ferreira prevê pagamento de multa de 0,5% (meio por cento) do salário até o quinto dia de atraso e, a partir do sexto dia, passa a ser de 1% (um por cento) ao dia, limitado ao valor máximo de 10%. O Sinsaúde entrará com uma ação coletiva na Justiça para receber a multa.


Fonte: Federação da Saúde





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