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1ª Reunião de Negociação do SMTTRUSP em 2026 começa pelas reivindicações das mulheres


13/06/2026

O encontro que tratou das demandas das mulheres, aconteceu na tarde de quinta-feira (10), na sede do sindicato patronal (SPURBANUS), entre os representantes patronais e integrantes da Coordenação de Mulheres e diretoras do SMTTRUSP – Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviário Urbano de São Paulo.

Edna Andrade, Diretora Executiva da Secretaria de Assuntos das Mulheres do SMTTRUSP, as diretoras Flavia Varela, Luciana Leal Martins, Cátia Laurindo, argumentaram sobre o combate aos assédios, feminicídio, adoção de salário igual entre homens e mulheres, acesso à moradia e outras questões da Cláusula 75ª da Pauta de Reivindicações da Campanha Salarial 2026.

“Estamos organizadas para promover um debate positivo em torno de pautas inadiáveis às nossas guerreiras do transporte por ônibus da capital, que esperam grandes conquistas. Todos os pontos estão alinhados às reais necessidades das mais de 7 mil trabalhadoras, que lutam por respeito, empoderamento, valorização, avanços, numa diversa rede de apoio”, destacou Edna.

Outro tema abordado foi a proposta da criação da creche 24 horas, que segundo as representantes da categoria é um desejo antigo das trabalhadoras. Benefício que a presidenta do SPURBANUSS, Sônia Maria Garcia Mistrello, e o economista Wagner Palma entendem como justa, no entanto, para sua viabilização é necessário promover ajustes nas escalas de trabalho.

Os demais itens da pauta, como a 19º - Gestantes; 20º - Licença Maternidade; 21º - Mães Adotantes; 23º - Aleitamento; 42ª – Reembolso Creche; 43ª – Material Escolar; 51ª – Tratamento de filhos com Deficiência, respectivamente, serão discutidos no transcorrer das próximas reuniões entre as partes, prevista para o dia 25 de junho.

No encerramento gravaram um vídeo em repúdio ao feminicídio. De acordo com Edna a violência contra a mulher, que se apresenta de diversas formas e tem no feminicídio sua face mais cruel. “Essa violência tem origem em diversos fatores – culturais, financeiros, sociais – mas nenhum deles pode justificar a prática de qualquer tipo de agressão à mulher – física ou psicológica”.

Ressaltou que as violências como a misoginia, a dependência econômica da mulher, o ciúme, a possessão são, em geral, os pontos de partida para os assassinatos ocorridos. “Por isso, é preciso que toda e qualquer campanha contra a violência tenha como alvo o agressor, o homem. Nesta Campanha Salarial debateremos insistentemente”, afirmou Edina.




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