23/06/2026
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) lançou uma cartilha digital com orientações para que idosos não sejam vítimas de golpistas, principalmente por mensagens recebidas pelo celular. São recomendações para que as pessoas 60+ possam identificar tentativas de fraude e adotem práticas seguras no uso de serviços bancários e digitais.
Entre os temas abordados na cartilha estão a necessidade de desconfiar de ofertas financeiras fáceis ou urgentes, ler integralmente contratos antes da assinatura, acompanhar regularmente extratos bancários e guardar comprovantes e documentos relacionados a operações envolvendo dinheiro.
No mês passado, o MP descobriu que em Campinas existiam integrantes de uma organização criminosa especializada em aplicar golpes de estelionato em idosos, aposentados e beneficiários do INSS. O grupo movimentou em um ano R$ 2,3 milhões com os golpes. São situações como essa que originaram a elaboração da cartilha.
ALERTA PARA GOLPES
O “Guia de Sobrevivência Digital – Idoso Consciente, Aposentadoria Segura”, que pode ser visto no endereço eletrônico ‘https://www. mpsp.mp.br/’ foi idealizado pelos Centros de Apoio Operacional Cível e de Comunicação Social, com dicas para contratação de serviços financeiros e caminhos voltados à proteção de benefícios previdenciários, entre outras instruções.
No guia, é possível encontrar alerta para golpes praticados por telefone, aplicativos de mensagens e páginas falsas na internet. O material orienta os leitores a nunca compartilhar senhas, códigos de verificação ou dados pessoais, desconfiar de links recebidos por mensagens, confirmar pedidos urgentes de Pix diretamente com familiares e utilizar apenas canais e aplicativos oficiais de instituições financeiras e do INSS.
Há também orientações específicas sobre falsas ofertas de crédito consignado e fraudes relacionadas à prova de vida e a supostos reembolsos previdenciários. A cartilha mostra os canais de atendimento e apoio para casos de dúvidas, suspeitas de golpes ou necessidade de proteção de direitos, incluindo contatos do Ministério Público, INSS, PROCON-SP, Polícia Civil e plataformas de defesa do consumidor.
Fonte: Federação da Saúde
UGT - União Geral dos Trabalhadores