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Entrega da minuta de reivindicações à Fenaban marca início da Campanha Salarial dos Bancários 2026


25/06/2026

Fonte: Feeb SP/MS

A Campanha Salarial dos Bancários 2026 teve início oficial nesta quarta-feira (24), com a entrega da minuta de reivindicações da categoria à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. O ato marca a abertura das negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), cuja data-base da categoria é 1º de setembro.


A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou dos dois momentos que marcaram a entrega das pautas aos representantes do setor bancário. Pela manhã, a vice-presidente da Feeb SP/MS, Ana Stela Alves de Lima, integrou a delegação do Comando Nacional dos Bancários responsável pela apresentação da minuta unificada da categoria à Fenaban.


“Foi uma mesa muito representativa de nossa parte com o Comando Nacional, ou seja a representação nacional dos bancários e da parte do bancos também, com os representantes dos bancos sob a direção da Fenaban. Isso demonstra a seriedade e o interesse das partes em relação a convenção coletiva dos bancários, da qual muito nos orgulhamos”, declarou Ana Stela.


Na sequência, durante a entrega da pauta de reivindicações da CONTEC, o presidente da Feeb SP/MS e secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (CONTEC), David Zaia, participou da entrega oficial do documento aos representantes da Fenaban, reforçando o compromisso da entidade com a construção de uma negociação ampla e representativa para as bancárias e os bancários.


O documento entregue aos bancos consolida as principais demandas apontadas pela categoria ao longo das conferências estaduais e nacionais, além dos resultados da Consulta Nacional dos Bancários 2026, que contou com a participação de milhares de trabalhadores em todo o país.


“A entrega da minuta à Fenaban é resultado de um amplo processo de construção coletiva, pautado no diálogo e no comprometimento dos nossos sindicatos com os interesses da categoria. Debatemos cada ponto da pauta nas conferências e contamos com a ampla participação dos bancários e bancárias por meio da Consulta Nacional. Este documento é fruto de um trabalho conjunto que demonstra a unidade da categoria e o preparo para uma negociação consistente, em defesa dos direitos, da valorização profissional e de melhores condições de trabalho”, destacou David Zaia.


Entre os principais eixos da pauta de reivindicações estão o reajuste com reposição integral da inflação acrescida de 5% de aumento real, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), fortalecimento dos vales alimentação e refeição, combate às metas abusivas, defesa do emprego bancário, preservação dos direitos conquistados e a regulamentação dos impactos das novas tecnologias no ambiente de trabalho.


A minuta também incorpora preocupações apontadas pela categoria na Consulta Nacional dos Bancários, especialmente relacionadas à saúde mental, ao combate ao assédio moral e aos efeitos das transformações tecnológicas sobre as condições de trabalho.

Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores defenderam ainda a assinatura de um pré-acordo para garantir a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho, mecanismo que assegura a manutenção de todas as cláusulas e direitos vigentes até a conclusão das negociações.


Além da pauta geral da categoria, também foram entregues as minutas específicas dos empregados do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, contemplando reivindicações próprias dos trabalhadores das instituições públicas.


A primeira mesa de negociação entre os representantes dos bancários e a Fenaban já está agendada para o dia 2 de julho, em São Paulo, dando sequência ao processo de negociação da Campanha Salarial 2026.


Os principais eixos da pauta de reivindicações da categoria são:


  • 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLR, VA e VR;
  • Fim das metas abusivas;
  • Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
  • Manutenção dos direitos conquistados;
  • Manutenção da mesa única, da CCT para toda a categoria e dos direitos já conquistados;
  • Defesa do emprego bancário;
  • Defesa dos bancos públicos;
  • Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.


Fonte: Feeb SP/MS




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