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A UGT-PARÁ inicia os protestos pelo fim da 6x1 com uma caminhada e panfletagem pelo Comércio popular de Belém


26/06/2026

A UGT-Pará, a Federação dos Trabalhadores no Comércio de Bens e Serviços dos Estados do Pará e Amapá (Fetracom) e seus sindicatos filiados dos setores do Comércio e Serviços de Belém realizaram, nesta sexta-feira (26/06), uma grande manifestação pelas ruas do centro comercial da capital paraense para dizer não à jornada de trabalho 6x1.

A mobilização levou dirigentes sindicais e trabalhadores às estreitas ruas do comércio de Belém com o objetivo de conscientizar a categoria e a população sobre a necessidade de uma jornada de trabalho mais humana e de melhores condições para os comerciários.

Segundo o DIEESE, o Comércio consolidou-se como um dos pilares do mercado de trabalho formal paraense. O setor emprega 264,6 mil trabalhadores, o equivalente a 26,6% de todos os empregos com carteira assinada no Estado, sendo o segundo maior empregador formal, atrás apenas do setor de Serviços. Ao longo do último ano, foram gerados 11.909 novos postos de trabalho, respondendo por cerca de um terço das vagas criadas no Pará.

Apesar da elevada capacidade de geração de empregos, a categoria ainda convive com jornadas predominantemente de 44 horas semanais, organizadas, em sua maioria, na escala 6x1, além da alta rotatividade e da constante luta por melhores condições de trabalho e valorização profissional. Em outras palavras, um em cada quatro trabalhadores formais do Pará atua no Comércio, que é o segundo maior empregador formal do Estado. Entretanto, as jornadas excessivas e os baixos salários vêm afastando a nova geração, que cada vez menos vê o comércio como porta de entrada para o mercado de trabalho.

Para mudar essa realidade, o movimento sindical da UGT-Pará foi às ruas explicar aos trabalhadores a importância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1 e estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, com dois dias de descanso (escala 5x2), sem redução salarial. Os dirigentes também esclareceram que a proposta já avançou em sua tramitação e depende agora da aprovação do Senado Federal.

Com microfone em mãos e muita disposição para dialogar, os sindicalistas passaram toda a manhã conversando com comerciários e comerciárias sobre a importância da união da categoria na luta por uma jornada menos desgastante e mais qualidade de vida.

"Nossa missão é estar ao lado dos trabalhadores e lutar por mais qualidade de vida. Essas pessoas fazem enormes sacrifícios para cumprir uma jornada de oito horas diárias. A maioria mora longe do centro de Belém, sai de casa antes das seis da manhã para chegar ao trabalho às oito e só retorna depois das dez da noite. Ou seja, mães e pais praticamente não convivem com seus filhos. Isso precisa mudar", afirmou o presidente da UGT-Pará e do Sindicato dos Empregados no Comércio do Pará (SEC-Pará), Ivan Duarte Pereira.

Representantes de outros dez sindicatos filiados também participaram da mobilização, que foi encerrada na Praça do Relógio, no Ver-o-Peso, um dos principais cartões-postais de Belém, reforçando a defesa do fim da escala 6x1 e da valorização dos trabalhadores do comércio.





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