10/08/2026
Central sindical reforça luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e convoca trabalhadores para ampliar a mobilização
Na manhã desta segunda-feira (10), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), ao lado de outras centrais sindicais e de seus sindicatos filiados, participou de uma grande mobilização na Estação de Trem do Brás, na região central de São Paulo. A ação contou com panfletagem e diálogo direto com trabalhadores que circulavam pelo local, levando às ruas uma das principais bandeiras do movimento sindical: o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.
Durante a mobilização, dirigentes sindicais reforçaram que a atual organização da jornada impõe uma rotina desgastante a milhões de trabalhadores, que passam grande parte da semana dedicados ao trabalho e têm pouco tempo para descanso, convivência familiar, lazer, estudos e outras atividades fundamentais para uma vida com dignidade.
Para a UGT, a discussão sobre a jornada de trabalho precisa colocar no centro a qualidade de vida e o bem-estar da classe trabalhadora. Trabalhar para viver não pode significar viver apenas para trabalhar. A redução da jornada, sem diminuição dos salários, é uma medida que contribui para melhorar as condições de vida dos trabalhadores e também para promover relações de trabalho mais equilibradas.
A mobilização no Brás faz parte da estratégia das centrais sindicais de ampliar a pressão social em defesa do fim da escala 6x1. A presença nos locais de grande circulação de trabalhadores busca não apenas conscientizar, mas também fortalecer a participação da categoria na construção de uma agenda nacional pela redução da jornada.
A UGT destaca que a conquista de novos direitos historicamente ocorreu por meio da organização e da mobilização coletiva. Por isso, a central defende que o debate sobre a jornada não fique restrito ao Congresso Nacional ou às mesas de negociação, mas esteja presente nas ruas, nos locais de trabalho e junto à população.
“Chega de escala 6x1!” é o chamado que ganhou força durante a mobilização. A reivindicação é direta: redução da jornada já e sem redução salarial.
A mobilização contou com a participação de dirigentes das centrais sindicais e sindicatos filiados, entre eles Josimar Andrade, Marinaldo Medeiros e Alex Eça, da Diretoria de Relações Sindicais, que reforçaram a importância da unidade do movimento sindical na luta por melhores condições de trabalho.
UGT - União Geral dos Trabalhadores