23/09/2026
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em 59,1%, o maior da série histórica iniciada em 2012.
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em 59,1%, o maior da série histórica iniciada em 2012. A proporção se dá após a população ocupada atingir sua maior estimativa, com 103,0 milhões de pessoas, um crescimento de 1,7% em relação a 2024. Além disso, a população em idade para trabalhar aumentou 0,8%, com 174,1 milhões de pessoas. As informações foram divulgadas hoje (23) no módulo Características adicionais do mercado de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
A formalização no mercado de trabalho teve o maior contingente de trabalhadores, com 38,9 milhões, em 2025, o maior da série. No entanto, o percentual foi de 37,8%, ainda abaixo de 2014, quando foi de 40,2%.
Taxa de sindicalização se mantém estável
A associação de trabalhadores a sindicatos manteve estabilidade em 2025, com 8,8% (9,1 milhões de pessoas). Em 2024, eram 8,9% dos ocupados (9,1 milhões de pessoas). A estabilidade se deu após um aumento de 812 mil novos associados, em 2024, que interrompeu uma sequência de reduções desde 2014.
O percentual de trabalhadores associados a sindicato em cada região foi: Norte, 7,0%; Nordeste, 9,2%; Sul, 9,7%; Sudeste, 8,8%; e Centro-Oeste, 8,0%.
Entre os homens, 8,9% estavam sindicalizados em 2025, enquanto entre as mulheres a proporção chegava a 8,7%. A Região Nordeste foi a única em que o percentual de mulheres sindicalizadas era maior que a de homens, 9,6% contra 8,9%. No Norte, homens eram 7,5% e mulheres, 6,4%. No Sudeste, homens eram 9,0% e mulheres, 8,6%. No Sul, 9,9% homens e 9,4% mulheres. No Centro-Oeste, 8,4% homens e 7,4% mulheres.
Taxa de sindicalização fica estável para todos os Grupamento de Atividades
A taxa de sindicalização se manteve estável em todos os grupamentos de atividade na comparação de 2025 com 2024. O grupamento de atividade com maior taxa de sindicalização foi Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%. Em seguida, Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 14,6%; e Indústria geral, com 11,4%. Já as menores taxas ficaram com os grupamentos Serviços domésticos, 2,5%; Construção, 3,6%; e Outros serviços, 3,6%.
Na comparação com 2012, houve diminuição da sindicalização em todos os grupamentos. As maiores variações ocorreram em Transporte, armazenagem e correio, com redução de 12,4 p.p.; Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais e Indústria geral, ambas com diminuição de 9,9 p.p.; e no grupo de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, diminuição de 9,6 p.p..
Taxa de sindicalização das pessoas ocupadas na semana de referência,
por grupamento de atividade no trabalho principal - Brasil
| Grupamento de atividade no trabalho principal | Ano | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2012 | 2019 | 2022 | 2024 | 2025 | |
| Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura | 22,8 | 19 | 16,6 | 14,8 | 14,7 |
| Indústria geral | 21,3 | 13,6 | 11,5 | 11,4 | 11,4 |
| Construção | 9 | 4,2 | 3,4 | 3,6 | 3,6 |
| Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas | 10,5 | 7,4 | 5,6 | 5,6 | 5,5 |
| Transporte, armazenagem e correio | 20,7 | 11,8 | 8,3 | 8,3 | 8,3 |
| Alojamento e alimentação | 7,7 | 5,6 | 3,9 | 4,2 | 4,5 |
| Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas | 18,7 | 12 | 9,5 | 9,6 | 9,1 |
| Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais | 24,5 | 18,1 | 15,9 | 15,5 | 14,6 |
| Outros serviços | 6 | 4,7 | 3 | 3,4 | 3,6 |
| Serviços domésticos | 2,7 | 2,8 | 2,8 | 2,6 | 2,5 |
| TOTAL | 16,1 | 11 | 9,2 | 8,9 | 8,8 |
| Fonte: PNAD Contínua - Características Adicionais do Mercado de Trabalho | |||||
Entre a posição na ocupação e categoria do emprego, as taxas de sindicalização mais elevadas foram do empregado no setor privado com carteira de trabalho assinada, com 11,3%; o trabalhador familiar auxiliar, com 10,2%; e o empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar), com 18,4%. Por outro lado, o empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada (3,3%) e o trabalhador doméstico (2,8%) registraram as menores coberturas.
De 2024 para 2025, não houve variação, estatisticamente significativa, da taxa de sindicalização entre os trabalhadores em todas as categorias de emprego no trabalho principal. Isso mostra que, independentemente do setor de atividade (público ou privado), a retração da sindicalização atinge todos os segmentos da ocupação.
Ocupados com nível superior se sindicalizaram mais
Em 2025, a menor taxa de sindicalização nacional era a dos ocupados com ensino fundamental completo e médio incompleto, com 5,6%. Já a maior era dos ocupados com ensino superior completo, de 13,5%. Entre os sem instrução ou ensino fundamental incompleto, 7,5% estavam sindicalizados e os ocupados com ensino médio completo ou superior completo tinham 7,6% de sindicalização.
Entre os 9,1 milhões de trabalhadores sindicalizados no país, 38,2% tinham ensino superior completo; 37,7% ensino médio completo ou superior incompleto; 8,4% fundamental completo ou médio incompleto; e 15,7% sem instrução ou fundamental incompleto.
Na análise por Grandes Regiões, três apresentam população sindicalizada mais escolarizada: Centro-Oeste tem o maior percentual de ocupados sindicalizados com nível superior completo (51,9%), seguido por Sudeste (40,1%) e Sul (38,6%). Por outro lado, Norte e Nordeste se destacam pela alta taxa de trabalhadores sindicalizados sem instrução, 29,1% e 26,9%, respectivamente. As diferenças geográficas indicam uma presença mais forte de setores tradicionais e da agropecuária de baixa qualificação na base sindical do Norte e Nordeste, em oposição à centralidade dos setores de serviços especializados, indústria e funcionalismo público nas demais regiões.
Proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ é recorde: 35,0%
Em 2025, o contingente de empregadores e trabalhadores por conta própria no Brasil totalizou 30,6 milhões de pessoas. O percentual chegou a 35,0%, o maior patamar da série histórica iniciada em 2012 (24,0%). Em 2024, a taxa era de 33,6% e, no ano anterior, 33,0%.

A análise da evolução histórica mostra uma tendência de crescimento de população ocupada por conta própria com CNPJ a longo prazo, saltando de 15,0%, em 2012, para o seu ápice histórico de 27,1%, em 2025. Por outro lado, o segmento dos empregadores com CNPJ apresenta estabilização em patamares elevados, saindo de 75,6%, em 2012, para 81,1%, em 2025.
Quanto ao sexo, o percentual de mulheres com CNPJ sempre foi maior que o de homens ao longo dos anos desde o início da série histórica. Em 2025, a taxa de formalização feminina foi de 36,7%, enquanto a masculina ficou em 34,2%. No ano anterior, o indicador alcançou 35,2% para as mulheres e 32,7% para os homens.
No segmento do trabalho por conta própria, ambos os sexos apresentaram crescimento ao longo da série histórica, com as mulheres em patamares mais elevados. Em 2012, as mulheres eram 15,8%, quanto homens chegaram a 14,6%. Tanto as mulheres quanto os homens atingiram seu ápice em 2025, com 29,3% e 25,9%, respectivamente.
No segmento dos empregadores, a distância é maior. Em 2012, o percentual de mulheres era de 82,4%, enquanto o de homens era de 73,1%. Já em 2025, eram 85,8% entre as mulheres e 79,0% dos homens.
Entre as Grandes Regiões, o Sul liderou a série histórica e atingiu 46,7% de formalização em 2025, seguido de perto pelo Centro-Oeste e pelo Sudeste, que apresentaram 41,6% de seus empregadores e trabalhadores por conta própria registrados no CNPJ. Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste apresentaram percentuais significativamente inferiores, 15,6% e 20,1%, respectivamente.
Considerando as duas categorias, as diferenças regionais se assemelham. Em 2025, o Sul liderou tanto a cobertura para os trabalhadores por conta própria (37,4%) quanto para os empregadores (88,9%). Em seguida, as regiões Sudeste, com 87,1% de empregadores registrados e 33,8% de conta própria, e Centro-Oeste, com 82,3% de empregadores registrados e 31,7% de conta própria. Já Norte e Nordeste tiveram menor cobertura formal; No Nordeste, foram 13,7% para conta própria e 67,6% para empregadores, enquanto o Norte registrou 9,7% dos trabalhadores por conta própria e 57,7% dos empregadores.
Maioria dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinha CNPJ
O nível de instrução atua como um fator determinante e diretamente proporcional à taxa de cobertura no CNPJ, tanto para os trabalhadores por conta própria quanto para os empregadores.
O ano de 2025 registrou que, pela primeira vez na série histórica, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores por conta própria com nível superior tinham registro formal, enquanto os sem instrução ou fundamental incompleto registraram apenas 11,1%. Por outro lado, entre os empregadores com superior completo, 91,8% tinham CNPJ.
Serviços e Comércio responderam por dois terços da força de trabalho independente
Os grupamentos de Serviços e de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foram os que tiveram maior concentração de empregadores e trabalhadores por conta própria. O setor de Serviços manteve o maior contingente, com 14,0 milhões de ocupados, o equivalente a 45,7% do total nacional. O Comércio consolidou-se como a segunda maior atividade em absorção de mão de obra, com 6,4 milhões de trabalhadores (20,9%), seguido pela Construção (12,8%), Agricultura (12,0%) e pela Indústria geral, que apresentou a menor participação na estrutura ocupacional dessas categorias, registrando 8,5% (2,6 milhões de pessoas).
Em relação à formalização dos negócios, medida pela taxa de cobertura no CNPJ, o Comércio apresentou o maior índice de registro do país, com 49,8% em 2025, o que significa que quase a metade dos comerciantes independentes operavam formalmente. Os Serviços registraram a segunda maior cobertura, com 40,3% de sua população cadastrada.
Entre as atividades com menor formalidade, os destaques foram os setores da Construção (18,8%) e a Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, cuja taxa de cobertura foi de apenas 8,6%.
Na comparação com o ano de 2012, todos os setores econômicos expandiram suas bases formais, com destaque para a Construção, que quase triplicou sua taxa inicial (de 6,9% para 18,8%), e para os Serviços, que avançaram de uma cobertura de 31,6% para os atuais 40,3%.

Quando se analisa apenas os trabalhadores por conta própria de cada grupamento, Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas consolidou-se na liderança da formalização da categoria, atingindo o ápice de 36,7% de cobertura em 2025, após 33,2% no ano anterior. O setor de Serviços alcançou 33,5%, em 2025, um recorde histórico, saindo dos 31,5% de 2024. Em sentido oposto, a Indústria geral encolheu, de 23,4%, em 2024, para 22,8%, em 2025. A Construção também apresentou queda, de 15,2%, em 2024, para 14,8%, em 2025. O setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura caiu e chegou ao menor índice, de 7,2%, em 2024, para 6,5%, em 2025.
Ao restringir apenas aos empregadores, o grupamento de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas manteve o maior percentual de cadastro no CNPJ, encerrando 2025 com 88,2% de seus empregadores registrados. Em seguida, o setor de Serviços consolidou uma trajetória de recuperação, saltando de 84,0%, em 2022, para 84,5%, em 2024, até atingir o ápice de 86,4%, em 2025. A taxa da Indústria geral saltou de 83,4%, em 2024, para 84,3%, em 2025, enquanto a Construção reagiu de 55,7%, em 2024, para 58,2%, em 2025. Por fim, a Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve uma leve recuperação, de 32,1%, em 2024, para 32,7%, em 2025.
Menos de 5% das pessoas ocupadas eram associadas a cooperativas
Dos 30,6 milhões de pessoas ocupadas como empregador ou trabalhador por conta própria no trabalho principal em 2025, apenas 4,7% (1,4 milhão de pessoas) eram associadas à cooperativa de trabalho ou produção. A maior proporção ocorreu em 2012, com 6,3%.
Entre as Grandes Regiões, o Sul lidera entre o percentual de pessoas ocupadas associadas às cooperativas com 7,8%. Em seguida, o Norte, com 5,2%. As outras regiões estiveram abaixo da taxa nacional: Centro-Oeste, com 4,2%; Nordeste, 4,0%; e Sudeste, com 4,0%.
Maioria dos ocupados trabalhava em estabelecimento do próprio empreendimento
Entre a população ocupada no setor privado no país (84,6 milhões de pessoas), 60,2% atuavam em estabelecimento do próprio empreendimento em 2025. O percentual permanece abaixo dos 62,7% registrados no início da série em 2012. Já o trabalho realizado em local designado pelo empregador, patrão ou freguês abrigou 13,8% dos ocupados. Os trabalhadores que exerciam suas atividades em fazenda, sítio, granja, chácara etc. eram 8,4%. Já o domicílio de residência foi o local que apresentou queda ao longo dos anos: em 2022, atingiu o maior percentual da série, contando com 8,4% dos trabalhadores do setor privado, apresentou pequena redução ano a ano até 2024, e se repetiu em 2025, quando este percentual foi de 7,9%. As demais modalidades alternativas se mantiveram estáveis: em veículos automotores (5,0%) e em via ou área pública (2,1%).
Fonte: Agência IBGE de Notícias
UGT - União Geral dos Trabalhadores