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NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA SOBERANIA POPULAR


30/10/2026

As Centrais Sindicais repudiam a tentativa do candidato derrotado Flávio Bolsonaro de se autoproclamar presidente eleito do Brasil. Trata-se de um delírio golpista que afronta a soberania popular e as instituições da República. A Presidência se conquista pelo voto, e o povo brasileiro decidiu pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Essa atitude confirma o alerta que reiteradamente fizemos: Flávio Bolsonaro e o bolsonarismo representam um risco institucional ao país. Assim como Jair Bolsonaro, ele intensifica uma narrativa golpista, procura desacreditar o processo eleitoral e coloca seus interesses pessoais e familiares acima da estabilidade democrática e do nosso Brasil.

Essa aventura ocorre enquanto Flávio enfrenta investigações relacionadas ao caso Banco Master, maior fraude bancária da nossa história, e a possíveis vínculos com o esquema que atingiu aposentados e pensionistas do INSS. A tentativa de transformar a derrota eleitoral em uma crise institucional não pode servir de caminho para fugir das investigações. Nenhuma alegação de perseguição coloca alguém acima da lei.

O processo eleitoral brasileiro é referência para o mundo. Sua legitimidade não depende da aceitação de quem perdeu. A reeleição de Lula, confirmada pela Justiça Eleitoral, já recebeu o reconhecimento público de mais de uma centena de chefes de Estado, de governo e de organismos internacionais, de diferentes orientações políticas.

Cobramos das entidades patronais e das lideranças empresariais um posicionamento público urgente contra essa escalada golpista. O compromisso com o Brasil exige a defesa da ordem constitucional. Não cabe silêncio diante de uma aventura que ameaça a estabilidade política, os investimentos, a produção, o emprego e a renda.

Todos os democratas, independentemente de suas posições partidárias, precisam se manifestar em defesa do Brasil, da democracia e das nossas instituições. Tentar usurpar a vontade popular é inaceitável.

As Centrais Sindicais permanecerão unidas e mobilizadas pelo respeito ao resultado eleitoral, pela soberania nacional e pela responsabilização de quaisquer atos contra a ordem democrática.

 

O Brasil não será refém de um candidato derrotado e de outro país. A vontade do povo e a Constituição devem prevalecer!

 

Sérgio Nobre
Presidente da CUT — Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah
Presidente da UGT — União Geral dos Trabalhadores

Adilson Araújo
Presidente da CTB — Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Antonio Neto
Presidente da CSB — Central dos Sindicatos Brasileiros

Sonia Zerino
Presidente da NCST — Nova Central Sindical de Trabalhadores

Nilza Pereira
Secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

José Gozze
Presidente da Pública Central do Servidor

Luiz de Souza Arraes
Fórum Sindical de Trabalhadores

 




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