06/11/2026
O presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, participou, no dia 5 de novembro, da abertura do Seminário Internacional da FENASCON, realizado em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reuniu lideranças sindicais do Brasil, dos Estados Unidos, da Bélgica e de outros países, além de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), para debater os desafios do sindicalismo diante das transformações sociais, econômicas e tecnológicas.
A proposta do seminário, que encerrou nesta sexta-feira 6, foi promover uma reflexão sobre o papel das entidades sindicais em uma sociedade em constante transformação, na qual as demandas dos trabalhadores vão muito além das relações profissionais e exigem participação ativa na defesa da democracia, da cidadania e dos direitos sociais.
A mesa de abertura contou com a presença de Paulo Rossi, presidente da FENASCON; Ricardo Patah, presidente da UGT Nacional; Moacyr Pereira, presidente da CONASCON; Paulo Roberto da Silva, presidente da FETHEMG e da UGT-Minas Gerais; Manassés Oliveira, presidente da FEACONSPAR e da UGT-Paraná; e Ana Cristina Duarte, secretária nacional de Igualdade da UGT.
Durante sua participação, Patah fez uma análise do cenário político brasileiro após as eleições de 2026 e destacou a importância da mobilização popular para a preservação da democracia. Segundo ele, o país enfrentou um momento histórico, no qual esteve em risco não apenas um projeto político, mas as próprias instituições democráticas.
O dirigente ressaltou que, embora a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha representado uma vitória importante, os desafios permanecem enormes diante de um Congresso Nacional e de um Senado com forte presença de setores extremistas.
Patah também destacou o papel do movimento sindical no processo eleitoral e a emoção de testemunhar a participação de idosos nas urnas, inclusive pessoas com dificuldades de locomoção.
“Foi emocionante ver idosos, muitos debilitados, fazendo questão de exercer seu direito ao voto. Precisamos lembrar que essas pessoas foram os jovens que, nas décadas de 1960 e 1970, lutaram pela redemocratização do Brasil. São gerações que conhecem o valor da liberdade e da democracia”, ressaltou.
O presidente da UGT também lembrou a conquista do fim da escala 6x1, resultado de anos de mobilização e luta sindical. Para ele, a vitória representa um avanço importante na qualidade de vida dos trabalhadores, mas não encerra a agenda de reivindicações.
Patah reforçou que o sindicalismo precisa permanecer unido, atuante e preparado para enfrentar os novos desafios, ampliar direitos e garantir que o desenvolvimento econômico e tecnológico também se traduza em melhores condições de vida para quem trabalha.
UGT - União Geral dos Trabalhadores