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Seminário Internacional da FENASCON reúne lideranças do Brasil e do exterior para debater futuro do trabalho e desafios políticos


06/11/2026

Abertura em Foz do Iguaçu destaca a reeleição de Lula, os desafios da nova composição do Congresso Nacional e a necessidade de modernizar a atuação dos sindicatos diante das transformações políticas, sociais e tecnológicas.

O futuro do movimento sindical, os desafios políticos após as eleições de 2026 e a necessidade de transformar a maneira como os sindicatos se relacionam com os trabalhadores marcaram a abertura do Seminário Internacional da FENASCON, realizada nesta quinta-feira (5), em Foz do Iguaçu (PR). O encontro reúne lideranças sindicais do Brasil, dos Estados Unidos, da Bélgica e de outros países, além de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Mais do que discutir os desafios das relações trabalhistas, o evento propõe uma reflexão sobre o próprio papel das entidades sindicais em uma sociedade marcada por mudanças aceleradas, novas tecnologias e demandas que ultrapassam o ambiente profissional.

Durante a solenidade, as autoridades destacaram a importância da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a continuidade das políticas de valorização do trabalho e do diálogo com o movimento sindical. Entretanto, a nova composição do Congresso Nacional, com forte presença de parlamentares de direita e centro-direita, também foi apontada como um desafio para o avanço das pautas trabalhistas nos próximos anos.

Os pronunciamentos reforçaram a necessidade de maior articulação política, união entre as entidades e aproximação com a sociedade para garantir que as reivindicações dos trabalhadores permaneçam no centro das decisões nacionais.

Paulo Rossi defende sindicatos mais preparados para uma nova realidade

Para o presidente da FENASCON, Paulo Rossi, o Seminário Internacional representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos, compartilhar experiências e, sobretudo, repensar a atuação das organizações sindicais diante das transformações da sociedade.

“Não podemos enfrentar os desafios de hoje com as mesmas estratégias de décadas atrás. O mundo mudou, a forma de trabalhar mudou e a maneira como as pessoas se comunicam também mudou. Os sindicatos precisam acompanhar essa evolução, rever posturas, estar mais próximos dos trabalhadores e compreender que nossa responsabilidade vai muito além das negociações salariais. Este seminário é justamente um espaço para provocar essa reflexão e construir novas formas de atuação”, destacou Paulo Rossi.

O dirigente também ressaltou a importância da integração entre lideranças nacionais e internacionais para fortalecer a representação sindical em um cenário de transformações que não se limitam às fronteiras brasileiras.

Lideranças internacionais fortalecem o debate sindical

A solenidade reuniu representantes de importantes organizações sindicais, entre elas UGT Nacional, CONASCON, UNI Américas, CSC da Bélgica, SEIU dos Estados Unidos e Internacional de Serviços Públicos (ISP).

A mesa de autoridades contou com Paulo Rossi, presidente da FENASCON; Ricardo Patah, presidente da UGT Nacional; Moacyr Pereira, presidente da CONASCON; Paulo Roberto da Silva, presidente da FETHEMG e da UGT-Minas Gerais; Manassés Oliveira, presidente da FEACONSPAR e da UGT-Paraná; e Ana Cristina Duarte, secretária nacional de Igualdade da UGT.

A representação internacional incluiu Marcio Monzane, secretário regional da UNI Américas; Annick de Ruyver, da CSC da Bélgica; Suzanna Collerd, diretora da Divisão de Aeroportos da SEIU, dos Estados Unidos; e Euann Gibb, secretário regional da ISP.

Também participaram Manoel Meireles, presidente da FETHERJ; Jhonatan Silva, diretor da FEMACO, representando o presidente Roberto Santiago; Nórton Jubélli, presidente da UGT-Rio Grande do Sul; Nilson Duarte, presidente da UGT-Rio de Janeiro; e Lucas Rodrigues Coronel, representante do Ministério do Trabalho e Emprego.

A presença dessas organizações amplia a troca de experiências sobre direitos trabalhistas, organização sindical e estratégias de representação em diferentes países.

Inteligência artificial, bets e direitos trabalhistas estão entre os temas do seminário

A programação do Seminário Internacional da FENASCON, que segue até sábado (7), reúne especialistas brasileiros e internacionais para abordar questões que impactam diretamente o presente e o futuro dos trabalhadores.

Entre os destaques estão os efeitos da inteligência artificial nas relações de trabalho, a importância da comunicação digital para os sindicatos, os desafios políticos e econômicos, a proteção social e o fortalecimento da participação feminina no movimento sindical.

O enfrentamento às apostas online também ganha protagonismo com o lançamento da Frente Nacional dos Sindicatos Contra as Bets. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre os impactos financeiros, psicológicos e sociais das apostas, além de incentivar a participação das entidades sindicais em debates com governos, câmaras municipais, assembleias legislativas e Congresso Nacional.

A abertura do evento também contempla a palestra “Olhos que Matam: da Violência Invisível ao Feminicídio”, ministrada pela advogada criminalista Micheli Toporowicz, que aborda a identificação de comportamentos abusivos e a importância da prevenção à violência contra a mulher.

Ao reunir temas que vão da política nacional aos desafios tecnológicos e sociais, a FENASCON busca ampliar o olhar das entidades sobre as necessidades dos trabalhadores e fortalecer sua atuação na defesa dos direitos.

Realizado entre os dias 5 a 7 de novembro, no Eco Resort Cataratas, em Foz do Iguaçu, o Seminário Internacional da FENASCON reforça que o futuro do sindicalismo depende não apenas da preservação de conquistas históricas, mas também da capacidade de inovar, dialogar com a sociedade e responder aos desafios de uma realidade em constante transformação.




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